O Closet

Ficha técnica

  • Nome: O Closet
  • Nome Original: Le Placard
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2001
  • Gênero: Comédia
  • Duração: 84 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção:
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Extras

Menu interativo, escolha de cenas, filmografia


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

25/02/2003

Ironizando os tempos politicamente corretos, esta comédia francesa tem como protagonista o contador François Pignon (Daniel Auteuil), um sujeito pacato que resolve um dia passar-se por gay para não perder o emprego. Sabendo-se vítima da próxima lista de cortes de uma fábrica de artigos de borracha, ele acaba topando o plano bolado por seu vizinho, Belone (Michel Aumont), para mudar radicalmente sua imagem, já que a última coisa que o presidente da empresa (Jean Rochefort) quer é ser chamado de homófobo - ainda mais que o carro-chefe de sua fábrica é a nada menos do que a camisinha.

O vizinho, um idoso homossexual que em outros tempos foi demitido justamente por sua opção sexual, salva a vida de François bem na hora em que ele ia cometer suicídio. Divorciado, ainda apaixonado pela ex-mulher (Alexandra Vandernoot) e esnobado pelo filho adolescente (Stanislas Credillén), o contador não via saída para sua vida, depois de saber que estaria na rua nos próximos dias. Belone monta uma cuidadosa tramóia que inclui o envio de fotos montadas à direção da fábrica. Por conta dessas fotos em que aparece em figurinos sadomasoquistas em clubes gays, a nova fama de François se espalha pelos corredores. Salva-o, também, do desemprego, mas não deixa de acarretar confusões, para ele e para outros à sua volta.

Por conta de sua nova imagem, François não tem como esquivar-se ao convite do presidente da empresa para que seja seu garoto-propaganda num carro-alegórico numa parada gay - com direito a um figurino esdrúxulo, como um chapéu imitando uma camisinha. Além disso, fica mais longe a possibilidade de um sonhado romance com sua chefe, a sensual miss Bertrand (Michèle Laroque).

Por outro lado, a novidade sobre François abre a possibilidade para que um executivo gozador (Thierry Lhermitte) monte uma armadilha para um chefe de pessoal arqui-reacionário, Félix (Gérard Depardieu). Convencido de que nos tempos que correm expressar sua fúria contra os gays pode custar-lhe o próprio emprego, Félix passa a encher François de atenções - convidando-o para almoçar e dando-lhe de presente um vistoso suéter rosa. Um comportamento que, como se poderia esperar, cria suspeitas sobre a macheza do próprio Félix.

Equilibrando-se sobre esta coleção de mal-entendidos, o filme extrai uma energia benigna de seus ótimos atores, embora não chegue à genialidade de A Gaiola das Loucas (78), de Édouard Molinaro. Foi um grande sucesso na França, país que ultimamente não pára de bater seus próprios recordes em termos de público cinematográfico, o que já está preocupando Hollywood.

Cineweb-12/4/2002

Neusa Barbosa


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