Solteiros com filhos

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País


Sinopse

Julie e Adam são tão amigos que decidem ter um filho, mas sem constituir família. Eles só tem o filho em comum e continuam mantendo outros relacionamentos amorosos. Os amigos estranham a escolha do casal, mas acabam se acostumando com a ideia. No entanto, nem tudo sai como o planejado.


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Crítica Cineweb

31/05/2012

A atriz e roteirista Jennifer Westfeldt (de Beijando Jessica Stein) estréia na direção em Solteiros com filhos, uma comédia romântica que volta a um tema recorrente no cinema: amigos podem se apaixonar e viver felizes para sempre? No caso, ela vai um pouco além e pergunta: amigos podem gerar filhos, sem estar apaixonados?
 
A chamada amizade colorida foi abordada recentemente em Sexo sem compromisso e quem viu o filme sabe que toda a trama em comédias desse tipo é sempre uma cilada armada para prender o casal num relacionamento tradicional.
 
Em Solteiros com filhos não é diferente e fazer essa revelação em nenhum momento desvenda o mistério da história. O que interessa aqui é o desenrolar das diversas situações e desencontros que o casal irá enfrentar ao longo do filme. E, a favor da diretora, destaque-se que ela pelo menos construiu uma história mais inteligente e com diálogos mais caprichados que os dos filmes do gênero.
 
Jennifer é Julie Keller, uma mulher de trinta e poucos anos, tão amiga de Adam (Jason Fryman) que moram no mesmo prédio e chegam a trocar telefonemas para relatar suas aventuras amorosas, quando seus parceiros ainda dormem ao seu lado.
 
A história ganha ainda uma dose de sofisticação porque se passa em Nova York, onde as pessoas parecem estar entrando e saindo de restaurantes o tempo todo, com acompanhamento de clássicos de jazz na voz de Ella Fitzgerald.
 
Os amigos frequentam dois casais que vivem as alegrias e confusões de terem filhos pequenos. Como o relógio biológico começa a dar alertas a Julie e como eles também gostariam de ter um filho – sem abandonar a vida de solteiros e de relacionamentos independentes – decidem colocar a idéia em prática.
 
Os amigos têm dificuldades em entender o que se passa na cabeça de ambos, mas acabam se acostumando com a idéia maluca. É particularmente engraçada a cena em que os dois vão para a cama e tentam agir como se estivessem fazendo a coisa mais natural do mundo, mas extremamente atrapalhados, como dois adolescentes em sua primeira vez.
 
O filme dá um salto e volta com a criança já nascida. O clima é de festa, mas, com o passar do tempo, algo parece estar mudando. O casal nunca mais se tocou fisicamente, mas os seus relacionamentos com outros parceiros acendem uma luz de ciúmes em ambos. A partir daí, as situações tendem a se complicar ainda mais, por conta dos novos parceiros que surgem e das reações entre os amigos. Um jantar de fim de ano, com os três casais e mais o novo namorado de Julie e a namorada de Adam, tira as coisas do eixo de vez.
 
Mas não se pense que será fácil para os amigos descolados admitirem que foram feitos um para o outro. Ainda terão que pular muitas pedras no caminho.

Luiz Vita


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