12 horas

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Sinopse

Um ano atrás, Jill escapou por milagre de um sequestrador maníaco, que a manteve num buraco e não foi identificado nem preso. Agora, ela mesma tem que investigar o desaparecimento de sua irmã, Molly, porque a polícia não acredita nela.


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Crítica Cineweb

11/04/2012

 Depois de escalar o ator francês Vincent Cassel em seu último filme, À Deriva (2009), o diretor brasileiro Heitor Dhalia estreou no circuito internacional com o suspense 12 Horas – seu primeiro filme produzido nos EUA e estrelado por Amanda Seyfried (A Garota da Capa Vermelha).
 
Filmando um roteiro de Allison Burnett (Anjos da Noite: Despertar) e, segundo tem dito à imprensa, prejudicado por uma reduzida margem de controle no set e pouco acesso à protagonista, Dhalia ficou bem longe de seus melhores trabalhos – caso dos premiados Nina (2004) e O Cheiro do Ralo (2006).
 
A sucessão de absurdos começa na primeira sequência. Vê-se uma jovem sozinha, Jill Parish (Amanda Seyfried), num grande parque florestal. Ela anda, corre, demonstra tensão e parece estar à procura de alguma coisa. Mas nada encontra.
 
De volta a casa, é questionada pela irmã, Molly (Emily Wickersham), que insiste para que admita que andou vagando de novo pelo bosque. Logo mais se descobre a razão: há pouco mais de um ano, Jill escapou da morte naquele lugar, depois de sequestrada por um maníaco, que permanece à solta sem ter sua identidade revelada.
Parece pouco provável que uma sobrevivente de uma situação assim extrema fosse expor-se solitária no mesmo local em que foi raptada e jogada num buraco – de onde escapou por uma mistura de sorte e milagre.
 
Aparentemente, o foco do roteiro era criar alguma ambivalência sobre a própria Jill e seu sequestro. Até porque a polícia, que não encontrou seu cativeiro, suspeita de que ela possa ter inventado tudo e não passe de uma desajustada. A moça até esteve internada pouco depois do episódio. E hoje, por conta do próprio medo e da descrença policial, não se separa de um potente revólver, escondido na bolsa, disposta a fazer justiça com as próprias mãos.
 
Quando a irmã de Jill desaparece, ela novamente procura a polícia, acreditando que o mesmo maluco voltou a agir. Na região em que elas vivem, nos arredores de Portland, aliás, várias garotas desapareceram nos últimos anos. Não dá para entender porque os policiais são tão incrédulos e incompetentes.
 
Outra tentativa falha de criar alguma tensão é quando se procura levantar suspeitas quanto ao comportamento de um dos policiais (Wes Bentley). Mas ele não é o único mal-encarado por aqui. Chovem clichês nas figuras de um chaveiro sinistro e seu filho; um vizinho esquisitão; e o gerente de um hotel decadente.
 
Desgraçadamente, essas e outras tentativas de engrenar a história falham. 12 Horas revela-se um amontoado de equívocos que em nenhum momento consegue realmente mexer com os nervos do público – exceto no mau sentido. Muito antes da absurda sequência final, a paciência de qualquer espectador de boa vontade já deve ter se esgotado.
 
A pouca expressividade da protagonista também não ajuda. Apesar de, com apenas 26 anos, já ter mais de 30 filmes no currículo entre TV e cinema, Amanda Seyfried ainda não convenceu sobre seus atributos dramáticos. Aqui, mais uma vez, tudo o que faz é arregalar seus belos e grandes olhos verdes. E só.

Neusa Barbosa


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