Fúria de Titãs 2

Ficha técnica


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Sinopse

Dez anos depois de derrotar um monstro, Perseu vive tranquilamente como pescador ao lado de seu filho pequeno. Quando recebe a visita de seu pai, o deus Zeus, ele deverá entrar numa nova batalha, agora para salvar os deuses gregos que correm o risco de desaparecer.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

27/03/2012

Um dos maiores problemas , entre tantos, em Fúria de Titãs (2010) era o mau uso do 3D – na verdade, a total ausência de efeitos de terceira dimensão, até porque o longa foi filmado da forma convencional e “convertido” depois, quando os produtores e distribuidores se empolgaram com o sucesso de Avatar. O segundo longa da franquia chega aos cinemas em estreia mundial nessa sexta-feira, e é apresentado nas versões 2D, 3D e 3D IMAX. Diferente do anterior, esse tem o efeito: água, pedra, bolas de fogo e até pessoas são arremessadas em direção à plateia.
 
Fora isso, a trama é a mesma confusão sem muito sentido e pouca fidelidade aos mitos gregos, como o filme de 2010. Jonathan Liebesman (Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles) assume o posto de diretor, e Sam Worthington (À beira do abismo) continua no posto do semideus Perseu que, depois de ter derrotado o monstro Kraken, leva uma vida de pescador com seu filho Hélio (John Bell).
 
Os deuses, por sua vez, correm o risco de deixar de existir, porque segundo Zeus (Liam Neeson, de Esquadrão classe A), ninguém mais reza para eles, e é a oração que dava força a esse pessoal. Antes que alguém possa parar para pensar se os gregos antigos realmente rezavam (no sentido contemporâneo da palavra), Fúria de Titãs 2 mostra a sua verdadeira fúria, e uma série de explosões, bichos estranhos e perseguições entram em cena.
 
O que se percebe facilmente é que o fratricídio corre no DNA dos deuses e seus rebentos. Hades (Ralph Fiennes, da série Harry Potter), odeia Poseidon ( Danny Huston, Robin Hood) e Zeus, e faz de tudo para se livrar deles. Já Ares (o colombiano Édgar Ramírez, da série “Carlos”), o filho divino de Zeus, não suporta seu meio-irmão, Perseu. São redes de intrigas e conspirações divinas e mundanas que, no fim, se resumem à matança de gregos inocentes.
 
A presença feminina é apenas da Rainha Adrômeda (Rosamund Pike, de A minha versão do amor), que continua linda e loira liderando soldados em meio a batalhas. Ainda assim, a atriz é uma grata surpresa no filme com seu sorriso luminoso cercado por brucutus do mundo antigo. 
A montagem de Fúria de titãs 2 não valoriza as cenas – especialmente aquelas de batalha – picotando as sequências e, assim, desvalorizando todo o trabalho técnico do filme, como a direção de arte e fotografia. O que é um desperdício, uma vez que neles reside aquilo que há de mais interessante no filme.
 
Da série Fúria de Titãs só o primeiro filme de todos – aquele de 1981, que ganhou o remake capenga em 2010 – continua sendo interessante. Apesar de seus efeitos simples, os personagens são cativantes, e a trama, bem amarrada.

Alysson Oliveira


Trailer


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