Heleno

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Sinopse

Craque do Botafogo e da seleção brasileira, Heleno de Freitas (1920-1959) brilhou dentro do campo com seu futebol-arte e muitos gols nos anos 40. Seu temperamento explosivo e o vício em drogas abreviaram sua carreira e sua vida.


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Crítica Cineweb

15/03/2012

Uma das maiores lendas do futebol brasileiro e o maior ídolo do Botafogo antes de Garrincha, Heleno de Freitas (1920-1959), é o personagem central do drama Heleno, de José Henrique Fonseca.

O filme já percorreu festivais internacionais, colhendo um prêmio de melhor ator no Festival de Havana 2011 para Rodrigo Santoro, que perdeu 12 kg e treinou com o ex-jogador Cláudio Adão para entrar na pele de Heleno.
A proposta do diretor José Henrique Fonseca (de O Homem do Ano) é ousada já que, assumidamente, não procura realizar um filme sobre futebol. Recorrendo a uma bela fotografia em preto e branco – do premiado Walter Carvalho --, Heleno focaliza um personagem trágico, que flertou com a fama e a glória mas tinha encontro marcado com a queda.
 
De origem abastada, filho de um industrial e proprietário de cafezal, o mineiro Heleno era formado em Direito e tinha hábitos refinados. Mas sua paixão maior era o futebol, entrando para o time do Botafogo em 1937. Ali ficou até 1948, firmando um impressionante recorde de 209 gols em 235 partidas.
 
Craque dentro de campo, Heleno era de trato difícil. Perfeccionista e briguento, tinha poucos amigos, como o colega Alberto (Erom Cordeiro) e, até certa altura, o dono do time, Carlito Rocha (Othon Bastos).
 
Fora do clube, o atleta nunca abriu mão de uma vida boêmia intensa. Vivia no Copacabana Palace, mergulhado em champanhe e vícios como éter e lança-perfume. As mulheres ocupavam muito do seu tempo, com casos rumorosos, simbolizados no filme  pela cantora Diamantina (a atriz colombiana Angie Cepeda, de Pantaleão e as Visitadoras).
 
Por tudo isso, na glória de Heleno já se enxerga o caminho da decadência, que não tardou em vir pelo caminho, com uma sífilis que causou loucura progressiva. Antes disso, o craque, que também vestiu a camisa da seleção, ainda passou pelo Boca Juniors, o Vasco (onde obteve seu único título estadual, em 1949), o Atlético Junior de Barranquilla, o Santos e o América, onde encerrou tristemente a carreira.
 
Seu único filho, tido com a mulher, Silvia (Alinne Moraes), nem o conheceu, já que a mãe, com medo dos acessos do marido, abandonou-o quando o menino tinha um ano.
 
A interpretação de Rodrigo Santoro é particularmente comovente no segmento final, quando o jogador, extremamente fragilizado, encontra-se internado num hospital psiquiátrico em Barbacena (MG). No lugar onde viria a morrer, aos 39 anos, Heleno não conta com nada além da dedicação de um enfermeiro (Mauricio Tizumba), seu último torcedor.

 

 

 

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 04/04/2012 - 15h11 - Por Yuri Alves "Faz-se acreditar um poço de inovação e personalidade, e continuaria deste modo não fosse o fraco desenvolvimento do enredo. Bem dito, foi tocante em várias passagens, e até no final mostra-se um filme decente, mas sem passar disto."

    http://www.beepbopboom.com.br/2012/04/heleno.html
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