Guerra é guerra!

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Sinopse

Dois agentes da CIA se apaixonam pela mesma garota. E, para ganhar a moça, usarão todas as táticas e ferramentas de espionagem. Enquanto isso, ela namora os dois sem saber que eles se conhecem e para descobrir qual deles a agrada mais.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

05/03/2012

Apesar da premissa bastante a favor da libertação feminina – uma mulher namorando dois homens para escolher seu preferido e assumir um romance sério -, Guerra é guerra! é, na verdade, um exercício de moralismo que vem bem a calhar com o atual estado espiritual, moral e material dos Estados Unidos. Reese Witherspoon é Lauren, executiva de uma empresa que testa os produtos para aconselhar os consumidores. Bem-sucedida profissionalmente, sua vida amorosa é sem graça.
 
Sua melhor amiga – interpretada pela hilária comediante Chelsea Handler – coloca o perfil de Lauren num site de relacionamentos, dizendo que ela é praticamente uma predadora sexual. Tuck (Tom Hardy, de O espião que sabia demais) é um agente da CIA, que se interessa por ela. Os dois saem para um café e surgem algumas fagulhas. Mais tarde, no mesmo dia, ela conhece FDR (Chris Pine, de Star Trek), por quem também sente certa atração. O que ela não sabe é que os dois são agentes da CIA e parceiros. Eles, por sua vez, não sabiam que se apaixonaram pela mesma mulher., Quando descobrem, os dois resolvem usar todas as ferramentas e estratégias de espionagem para ficar com ela.
 
Dirigido por McG (As panteras), Guerra é guerra! insiste nos clichês para tentar arrancar risos e construir cenas de ação. Tuck e FDR são praticamente opostos – um meio bronco, mas de bom coração, se apaixona fácil e pai devotado; o outro, conquistador, não se apega a nada, mas parece estar amando pela primeira vez.
 
Lauren sai com os dois rapazes e, como tudo na vida, encontra qualidades e defeitos, o que torna a escolha ainda mais difícil. Mas, como rezam a moral e os bons costumes (até no reino da fantasia do cinema), ela tem que fazer uma escolha, partir um coração etc etc. Seria divertido – em meio a tanta ideia surrada que há ao longo do filme – algo diferente, mais ousado.
 
A tentativa de combinar comédia romântica e cenas de ação visa claramente buscar tanto o público feminino quanto o masculino. Mas, no fundo, Guerra é guerra! sofre um pouco de crise de identidade. Atira (às vezes literalmente) para todos os lados, acerta alguns alvos, não muitos. Nesse sentido, os dois agentes da CIA são melhores de pontaria.

Alysson Oliveira


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