A mulher de preto

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País


Sinopse

Jovem advogado viaja para uma cidade isolada, onde irá resolver problema de uma herança. Ali descobre que uma maldição aterroriza os moradores locais. O fantasma de uma mulher que viveu e morreu num casarão mata criancinhas para se vingar da perda de seu filho.


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Crítica Cineweb

22/02/2012

Quando o personagem de Daniel Radcliffe entra num trem, logo no começo de A mulher de preto, algum desavisado poderia pensar que ele estivesse a caminho de Hogwarths, em mais uma aventura da cinessérie Harry Potter. Mas não, ele vai para um lugarejo remoto na Inglaterra. O que vai fazer, pouco importa, porque não passa de uma mera desculpa, para, pouco depois, aprisioná-lo numa mansão assombrada pela personagem-título.

Radcliffe é um advogado viúvo que não tem muito tempo para o filho pequeno, e precisa lidar com fantasmas – reais e imaginários – durante sua viagem. A Mulher de Preto, uma maldição local, mata criancinhas toda vez que alguém a vê, como punição por terem-na separado de seu filho pequeno. Assim, a cada aparição, uma criança morre de forma trágica. E o ex-Harry Potter vê a mulher vezes suficientes para os moradores locais cogitarem expulsá-lo dali.

Só um ricaço (Ciarán Hinds) toma as suas dores. Embora ele tenha perdido um filho, não acredita naquilo que chama de crendice popular. Sua mulher (Janet McTeer, de Albert Nobbs), pelo contrário, diz até travar contato com o filho morto durante transes mediúnicos. Já a tal Mulher de Preto aparece sem qualquer sutileza e só vem mesmo para provocar sustos.

Quando algum filme de fantasmas e casas amaldiçoadas irá fugir da gramática do gênero? Quando sustos baratos serão evitados? E quando, o mais importante, a conclusão vai deixar de ser patética? Aliás, porque se precisa de uma explicação? Porque no final todas as pontas precisam ser atadas? Em Os pássaros, Alfred Hitchcock fez uma grande ousadia: ao final, nada se conclui, nada se explica. Aqui, ao contrário, o filme acaba muito antes da história. Não seria nada mal se o diretor James Watkins e a roteirista Jane Goldman optassem por algo parecido, ao invés do final previsivelmente frustrante.

A bela direção de arte – os brinquedos de corda são excepcionais – não compensa a fragilidade do roteiro, que muda o fecho da história original, escrita por Susana Hill, e que, há mais de duas décadas é sucesso nos palcos de Londres, chegando à sua 9.000ª apresentação no meio do ano.

Radcliffe, aliás, não é uma boa escolha para o personagem – e isso não tem nada a ver com sua até aqui limitada capacidade dramática. Ele não tem o porte físico que o papel pede. Às vezes, parece um garoto usando as roupas do pai – grandes demais para ele – e brincando de ser adulto. 

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 12/03/2012 - 12h30 - Por Larissa ainda não assisti A Mulher de Preto, mais pelo o que eu li já me deu uma duvida, Radcliffe é o filho da mulher de preto???
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