O homem que mudou o jogo

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Sinopse

Billy Beane é o gerente de um time de beisebol que tenta virar a maré negativa e, mesmo com baixo orçamento, conseguir vitórias. Quando lhe aparece pela frente um nerd com um sistema diferente, ele resolve arriscar. Mas o técnico do time não aprova nada disso.


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Crítica Cineweb

03/02/2012

O beisebol não é um esporte muito popular no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, onde os campeonatos são verdadeira febre nacional e a rivalidade entre as equipes é tema inesgotável para o cinema. Mesmo assim, não é necessário saber o que é um home run para encarar uma sessão de O homem que mudou o jogo, de Bennett Miller (de Capote), com Brad Pitt em uma atuação que lhe valeu indicação ao Oscar de melhor ator.
 
Na realidade – e por sorte –, o filme não se excede na apresentação de partidas de beisebol. O filme é sobre o jogo de um homem só, aquele que nos estádios da vida se disputa a cada minuto em busca de um sentido para a existência. É o jogo que implica na tomada rápida de decisões, na ousadia de seguir seu instinto, mesmo correndo o risco de errar.  
 
Inspirado em um personagem real, Brad Pitt é Billy Beane, gerente de um time de beisebol dos Estados Unidos que, a cada temporada, tem a responsabilidade de fazer as contratações de jogadores para a equipe. É ele quem monta o time que será escalado pelo treinador. Qualquer escolha errada implica em adiar por mais um ano a conquista do campeonato e recomeçar tudo de novo.
 
Beane jamais acompanha um jogo no estádio. No dia do grande evento, ouve trechos da partida no rádio do carro, ou nos vestiários. Talvez não queira lembrar dos tempos em que era um jovem rebatedor, uma revelação que nunca se concretizou. Separado da mulher, Sharon (Robin Wright), procura estar próximo da filha adolescente (Kerris Dorsey), mesmo sabendo que não é um modelo de vencedor.
 
Por uma daquelas obsessões capazes de reerguer a carreira de um derrotado, ou soterrá-la de vez, Billy encontra num jovem nerd, Peter Brand (Jonah Hill), o parceiro ideal para seu lance mais ousado: montar uma equipe com base em um sistema estatístico criado pelo rapaz a partir de informações lançadas em um computador. A escolha dos jogadores deixa de estar atrelada à qualidade técnica do atleta, mas aos resultados positivos ou satisfatórios obtidos em jogos e temporadas anteriores. É como se o computador escalasse o time.
 
A estratégia, que encontra oposição nos dirigentes e no próprio treinador, Art Howe (Philip Seymour Hoffman, que já havia trabalhado com Miller em Capote, que lhe valeu o Oscar de melhor ator, em 2006), coloca seu emprego em risco. Ele faz contratações controvertidas, demite astros consagrados e os resultados não aparecem. Seu tempo se esgota, mas ele resolve ir até o fim. Ele ainda tem esperanças de percorrer todas as bases, depois de uma rebatida espetacular, e completar o home run que não conseguiu no passado.

Luiz Vita


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Comentários:
  • 20/02/2012 - 15h30 - Por abel o filme cabe numa sessão da tarde Brad está bem no papel,ele deixa de ser o homem lindo para vermos que ele tem talento, não acho o filme merecedor de oscar, desde campo dos sonhos um filme sobre beisebol não era indicado, revendo a carreira dele deu vontade de ver alguns filmes meus preferidos são:
    1-seven"encontro com david fincher, um dos melhores filmes do gênero"
    2-CLUBE DA LUTA"UM DOS SEUS MELHORES SE NÃO O MELHOR PERSONAGEM"
    3-O ASSASINATO DE JESSE JAMES"BRAD INTROSPECTIVO,FILME MEDIO"
    4-QUEIME DEPOIS DE LER"SUA ÚNICA INCURSÃO NA COMÊDIA , SE SAI MUITO BEM"
    5-CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON"O FILME É UM POUCO LONGO,MAS SUA ATUAÇÃO NOS CONVECEM.
    6- OS DOZE MACACOS"TERRY GILLIAM NUNCA FOI MAIS O MESMO"
    7- ÁRVORE DA VIDA"SERIA CORRETA A ACADEMIA TÊ-LO INDICADO POR ESSE FILME."
  • 21/02/2012 - 02h41 - Por Marcos Excelente. As críticas negativas feitas por aí não se sustentam. Falar o filme de basebol e centrar a história em quebra de antigas regras e superação não conduz a produção para um clichê; pelo contrário, já que o filme consegue surpreender em várias ocasiões.
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