Mulher Infernal

Ficha técnica

  • Nome: Mulher Infernal
  • Nome Original: Saving Silverman ou Evil Woman
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2001
  • Gênero: Comédia, Romance
  • Duração: 90 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção:
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

24/02/2003

O ator Dennis Dugan construiu sua carreira como diretor principalmente na televisão, onde dirigiu minisséries como Chicago Hope e Ally McBeal, e tem se especializado em comédias para adolescentes como esta Mulher Infernal. Dugan defende seus trabalhos com uma frase lapidar: "O público que assiste meus filmes não vai ao cinema em busca de mensagens. Os espectadores não querem saber o que penso da vida. Eles querem apenas rir". Sei.

Desprezando a declaração do diretor, este filme tem sim uma mensagem. Da pior espécie. Ele utiliza pretensos laços de uma sincera e pueril amizade entre três jovens para levar às telas nada mais do que um amontoado de bobagens, sendo a principal delas a satanização da mulher independente, que parece ser a perdição da humanidade.

Darren (Jason Biggs), Wayne (Steve Zahn) e J.D. (Jack Black, o divertido vendedor de Alta Fidelidade) são amigos desde a infância. Vivem bem até a chegada de Judith (Amanda Peet) que, oh! desgraça, começa a namorar Darren e, logicamente, o afasta dos amigos. Não só a amizade fica abalada como também a banda "Diamonds in the Rough" corre perigo. Sim, eles têm uma banda e, além de tudo, cover de Neil Diamond, que faz uma ponta no filme.

Wayne e J.D. decidem que Judith é a mulher errada e resolvem seqüestrá-la, mas a moça é dura na queda, escapa e volta para dominar Darren. Nem mesmo a delicada Sandy (Amanda Detmer), ex-namorada de infância, poderá fazer frente à megera.

Infelizmente, muito celulóide ainda será jogado aos porcos. Em nome do entretenimento, muita piada de mau gosto e personagens misóginos como estes continuarão a invadir as telas. Talvez o diretor Dugan tenha razão, se é só para rir que determinado público vai ao cinema, não vale a pena pensar num bom roteiro, com diálogos inteligentes e boas interpretações. Uma pena.

Cineweb-1/3/2002

Ana Vidotti


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