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Sinopse

Em Hollywood, 1927, o grande astro é George Valentin. Mas a chegada do cinema sonoro coloca problemas em seu caminho, enquanto sobem novas estrelas, como a jovem dançarina Peppy Miller. Entre os dois surge um romance.


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Crítica Cineweb

30/01/2012

Numa época em que só se fala em 3D, não deixa de ser curioso que um dos filmes mais premiados ao redor do mundo, inclusive no Oscar 2012, O Artista, remeta à nostalgia das origens do cinema.
 
Ainda que de passaporte francês, o filme de Michel Hazanavicius (Agente 117) homenageia o antigo cinema norte-americano, em torno do estúdio Kinograph. Mudo 99% do tempo, com bela fotografia em P&B, narra a ascensão e queda de um astro do cinema mudo, George Valentin (o habituê dos filmes de espionagem cômica do diretor, Jean Dujardin), que corre em paralelo à consagração de uma nova estrela do novo cinema falado, Peppy Miller (Bérénice Bejo).
 
Os dois atores, numa sequência ótima,celebramos musicais americanos – o que aproveita inclusive a impressionante semelhança de Dujardin com Gene Kelly -, contribuindo para a instalação de uma atmosfera festiva.
 
Apesar de que o encontro entre George e Peppy marca o nascimento de um romance, nem tudo é alegria. George, afinal, ainda é casado com Doris (Penelope Ann Miller), embora suas relações estejam mais azedas do que nunca. Profissionalmente, a estrada do astro também encontra seus primeiros obstáculos – é 1927, o cinema sonoro bate à porta e o chefão do estúdio, Al Zimmer (John Goodman), pressiona George para adaptar-se rapidamente aos novos tempos.
 
Seja por ingenuidade ou mesmo empáfia, nada está mais longe dos planos do ator do que começar a falar na tela. “Sou eu que as pessoas querem ver, elas nunca precisaram me ouvir”, é o seu argumento. Com a chegada da graciosa Peppy, no entanto, o público se interessa cada vez mais pelos artistas que possa também escutar, além de ver. Rapidamente, George torna-se o passado, Peppy o futuro.
 
O contraste entre os dois só aumenta, seguindo a curva dramática vista em filmes como Nasce uma Estrela (em qualquer uma de suas muitas versões). O astro que sempre teve Hollywood a seus pés confronta-se, pela primeira vez, com o fracasso. Os espectadores cansaram-se de seus truques, bem como de seu adorável cãozinho Uggy, um acrobata de primeira que rouba a cena sempre que pode. Para George, a perspectiva é a solidão, a bancarrota, o alcoolismo. Todos o abandonam, exceto o cão e seu fiel motorista, Clafton (James Cromwell), ainda que ele nem mesmo receba mais o seu salário.
 
Só um milagre pode salvar George e, inegavelmente, é este tipo de mágica de final feliz que O Artista persegue, além de colocar um outro tema: a procura, nas origens do cinema, de uma narrativa mais direta, simples e capaz de entreter e fazer sonhar, como sinalizou a comédia de Woody Allen, Meia-Noite em Paris, que abriu o Festival de Cannes 2011. Deste mesmo festival, o filme de Hazanavicius saiu com seu primeiro prêmio, o de melhor ator para Dujardin, que venceu no Sindicato dos Atores da América e  também no Oscar - de onde o filme saiu com outras quatro estatuetas, incluindo melhor filme, diretor, figurino e trilha sonora original.
 

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 19/02/2012 - 10h40 - Por Maria É um filme magico, pois recupera um estilo de entreter que o cinema esqueceu. No inicio do filme é a melhor parte, pois mostra a platéia seduzida pelas imagens do filme e a orquestra acompanhando as cenas e depois os atores se apresentando pra essa platéia. É lindo.
  • 22/06/2012 - 16h35 - Por Lana Adorei!! Maravilhoso!! Confesso que sou muito fã do talentoso ator John Goodman e da série Treme na qual ele atua muito bem, como sempre. A trama não poderia ser mais comovente, iremos descubrir os novos desafios que enfrentam os cidadãos de Nova Orleans após o furacão Katrina. Mal posso esperar pela nova temporada!!
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