Faça-me feliz!

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Sinopse

Jean-Jacques namora há dois anos a enfermeira Ariane. Um dia, ele faz uma brincadeira com um bilhetinho e a moça que o recebe se apaixona por ele. A namorada acha que eles têm que ser modernos e ele tem que ir até o fim com a outra. Depois, ele descobre que a outra é filha do presidente da república e se envolve numa noitada de confusões.


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Crítica Cineweb

04/01/2012

Um tipo de nostalgia dos anos 60 percorre a comédia francesa Faça-me feliz!, dirigida e estrelada por Emmanuel Mouret. O próprio Mouret interpreta o protagonista, o inventor Jean-Jacques, um homem que tenta o tempo todo namorar, mas nunca consegue.
 
Com um estilo quieto-trapalhão que lembra Jacques Tati e Buster Keaton, Jean-Jacques só queria curtir um sábado a dois com a namorada, Ariane (Frédérique Bel, de Eterno amor). Mas uma série de incidentes, incluindo o telefonema de uma desconhecida, interrompem o romance, lançando-o numa rota de perigo.
 
Caiu nas mãos de Jean-Jacques um bilhete amoroso que um amigo costuma usar para conquistas ditas infalíveis. Ele resolveu testar a técnica e conseguiu uma admiradora incondicional, Elisabeth (Judith Godrèche, de Potiche – esposa troféu). Jean-Jacques desistiu da brincadeira, mas a moça se apaixonou.
 
Amuada, a namorada acha que agora ele tem que ir até o fim para que a relação entre os dois prossiga sem fantasias. Por conta dessa estranha insistência de Ariane, ele acaba topando um encontro amoroso com Elisabeth em seu apartamento.
 
No endereço luxuoso, Jean-Jacques fica logo intimidado pelas condições para entrada – como um gigantesco código numérico para abrir a porta e um elevador falante que só se movimenta caso ele diga a frase certa, o que demora para adivinhar. Um segurança o espera lá em cima e insiste em revistá-lo antes de entrar. Lá dentro, a decoração é um verdadeiro museu, com fartura de estátuas e instalações modernosas. Não escapa nem o banheiro.
 
Já se sentindo o próprio estranho no ninho, o inventor ainda descobre que Elisabeth é, nada menos, do que a filha do presidente da república (Jacques Weber). O que dá oportunidade a um rocambolesco encontro entre Jean-Jacques e dois japoneses, em torno de um incidente envolvendo vasos de porcelana.
 
A noite é longa e atribulada para Jean-Jacques, uma vez que Elisabeth convocou uma festa no apartamento e o convidado arruma uma porção de acidentes entre a cozinha e a cortina. A presença bondosa de uma bela empregada, Aneth (a belga Déborah François, de A criança), acende novas promessas. Mas esse rapaz é muito otário e muito azarado também.
 
Faça-me feliz! realiza um tipo de humor muito francês, que nem sempre viaja bem para adaptar-se ao paladar brasileiro. Ainda assim, sua sutileza é um alívio bem-vindo.

Neusa Barbosa


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