Tudo pelo poder

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Sinopse

Mike Morris é um governador carismático e bem-sucedido, que pretende conquistar a indicação como candidato Democrata à presidência dos EUA. Nos bastidores de sua campanha e na de seu rival, trava-se uma guerra feroz, em que balançam ética e integridade de todos os envolvidos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/12/2011

Em seu quarto filme como diretor, Tudo pelo poder, o ator George Clooney volta à política. Adaptando peça de Beau Willimon, também corroteirista, retrata os bastidores de uma campanha política, no caso, de um governador democrata, Mike Morris (Clooney), tentando conseguir a indicação de seu partido para concorrer à Presidência.
O filme abriu o Festival de Veneza 2011 e competiu pelo Leão de Ouro, em setembro. Também conquistou quatro indicações ao Globo de Ouro – melhor filme/drama, direção, roteiro e ator (para o canadense Ryan Gosling).
 
Gosling, que é o verdadeiro protagonista da história, interpreta Stephen Meyers, porta-voz do governador Morris, assistente de seu chefe de campanha, Paul Zara (Philip Seymour Hoffman). Novato e idealista, Meyers veste a camisa do candidato, que vem seduzindo as massas por seu discurso igualitário e liberal.
 
Do outro lado, comandando a campanha do rival de Morris, está Tom Duffy (Paul Giamatti), que se esforça para roubar Meyers para o seu lado. Não é o único tipo de pressão que o jovem assessor precisa encarar. Quase diariamente, tem que driblar a fome de notícias exclusivas da poderosa Ida Horowicz (Marisa Tomei), repórter política do jornal The New York Times.
 
Carneiro entre leões, Meyers resiste bravamente, até porque acredita estar “do lado certo”, ou seja, do candidato mais honesto e dotado de qualidades. Nada como um choque de realidade para pôr à prova tudo o que acredita, inclusive sobre ele mesmo.
 
O teste vem sob a forma de seu envolvimento com uma estagiária da campanha de Morris, Molly Stearns (Evan Rachel Wood). Sob sua aparência angelical, Molly é, certamente, a bomba que pode sacudir a campanha e logo Meyers vai dar-se conta disso.
 
Contando com um elenco extremamente talentoso, que mescla veteranos e jovens promissores de Hollywood, Clooney conduz a narrativa com segurança e clima cético, não deixando de pé muitas ilusões. É um filme denso e realista a que não faltam semelhanças entre ficção e realidade, aproximando-se de algumas situações vividas pelos ex-presidentes John F. Kennedy, Bill Clinton e até o atual, Barack Obama.
 
Curiosamente, quem está no centro da trama, mais do que os próprios políticos, são os comandantes de suas campanhas. Clooney parece querer lembrar que a luta pelo poder não é, de modo algum, um território exclusivo dos políticos profissionais, e sim algo inerente à natureza humana.
 
Carregando com segurança um personagem que faz a transição mais dramática de todos, Ryan Gosling confirma o acerto das expectativas a seu respeito, como um dos atores mais requisitados de sua geração. E consegue brilhar, apesar de cercado por veteranos do porte de Philip Seymour Hoffman (Oscar de melhor ator por Capote) e Paul Giamatti (A minha versão do amor). Não será surpresa se forem lembrados no Oscar.
 
Leia entrevista de Paul Giamatti

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 29/12/2011 - 19h07 - Por abel achei um bom filme não é o melhor do clooney, para mim é confissão de uma mente perigosa, ele foi astuto usou seu talento como ator "limitado" para ser coadjuvante de grande atores paul giamatti, philip seymour hoffman, marisa tomei a jovem evan rachel e o fenomenal ryan gosling para mim o melhor aor dessa geração estou muito curioso para ver drive, o filme e bom pelos atores que dizem o texto.
  • 29/12/2011 - 21h52 - Por Neusa Barbosa Oi Abel, também gosto mais de outros filmes do Clooney, para mim, "Boa noite e boa sorte" é o melhor.
    Mas não concordo com vc, sobre ele ser "limitado" - ele é um ato9r sutil. Verdade que aqui os outros papéis são mais pedaçudos e muito bem-interpretados por "monstros" como Giamatti e Seymour Hoffman.

    Concordo, Ryan Gosling está se saindo o melhor de sua geração e está correndo atrás dos melhores papéis. Vi "Drive", ele arrebenta, quero rever logo.

    bjks
  • 02/01/2012 - 00h12 - Por Ana Paula Concordo, Neusa, quando diz que Clooney é um ator muito sutil. Inteligente e sutil. Além disso, admirável e assertivo, sabe dividir a cena como poucos, não tendo medo de ser ofuscado por atores tão ou mais talentosos quanto ele, como é o caso deste filme, no qual dirige uma turma memorável. Ganhamos todos assim.
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