Simples Mortais

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País


Sinopse

Um professor de poesia, um funcionário público e uma jornalista são pessoas comuns cujas vidas estão atoladas em frustrações. Sem saber lidar com isso, eles se sentem cada vez mais pressionados.


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Crítica Cineweb

14/12/2011

Em Simples Mortais, de Mauro Giuntini, o que separa os personagens é o mesmo elemento que os une: a condição humana, evidenciada por suas frustrações e a incapacidade de lidar com elas. Essas pessoas moram em Brasília, e, aqui, a capital do país com sua arquitetura singular é, ao mesmo tempo, opressora e libertária. É o cenário dos opostos e dos paradoxos que rondam a vida dessas figuras.
Jonas (Leonardo Medeiros, de Budapeste) é um professor que usa métodos pouco convencionais para ensinar poesia. Em casa, seu casamento com Katia (Alice Stefânia) não vai muito bem, e ele encontra na pornografia, especialmente na internet, sua válvula de escape. Yara (Tatiana Muniz) é uma das alunas que mais se destacam, não apenas por seu talento para escrever.
Num outro segmento, Diana (Narciza Leão, de Araguaya – A conspiração do silêncio) é uma bem-sucedida apresentadora de telejornal que fez sua carreira cobrindo política e impondo-se como uma repórter séria. O casamento entra em crise quando ela não consegue engravidar de seu marido, o ator Gabriel (Sérgio Sartório). Por outro lado, ela também está um tanto desiludida com seu trabalho e as perspectivas para o futuro.
A terceira história de Simples Mortais é centrada em Amadeu (Chico Sant’Anna) e seu filho Kdu (Eduardo Moraes). Desde que perdeu a mulher, a vida de Amadeu perdeu o rumo. Funcionário público, ele faz bicos como músico. Seu filho é skatista e também músico e está sempre preocupado com o pai. Às vezes, preocupado até demais, chegando a pagar prostitutas para cuidar dele.
Unindo essas histórias, está o cenário de Brasília – cidade de grandes prédios e ruas longas que transformam o ser humano em um minúsculo detalhe em sua paisagem urbana. O roteiro assinado por Di Moretti (Nossa vida não cabe num Opala) trata de cada grupo separadamente, traçando suas histórias, seus dramas.
O diretor, Giuntini, nasceu e vive em Brasília e, no longa, mostra conhecimento e apropriação da cidade. O óbvio da capital – o poder, a política – está lá no filme, mas de forma discreta, num subtexto, pois o que importa aqui são os dramas humanos dos personagens engolidos pelo sistema ou, às vezes, pela sua incapacidade de lidar com os problemas.

Alysson Oliveira


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