Triângulo amoroso

Triângulo amoroso

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País


Sinopse

Hanna, apresentadora de um programa de entrevistas de TV, e Simon, um curador de arte em corporações, vivem juntos há 20 anos. Num momento em que a relação parece entrar na rotina, eles conhecem um cientista, Adam. E cada um deles se envolve com Adam.


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Crítica Cineweb

13/12/2011

Diretor consagrado por Corra, Lola, Corra (1998), o alemão Tom Tykwer montou em Triângulo Amoroso, filme que concorreu no Festival de Veneza 2010, uma história de surpreendente complexidade e leveza, acompanhando o envolvimento entre um casal quarentão (Sophie Rois e Sebastian Schipper) e um outro homem (Devid Striesow), por quem os dois, sucessivamente, se apaixonam. 
 
Hanna (Sophie Rois) é apresentadora de um programa de entrevistas na TV. Simon (Sebastian Schipper) trabalha no mundo da arte corporativa. A história situa os dois dentro de um universo urbano, contemporâneo, em Berlim. Hanna e Simon são dois seres modernos típicos, pressionados entre uma agenda diária apertada e as tensões emocionais típicas da própria idade. Vivem juntos há 20 anos e estão experimentando uma série de problemas bem adultos – como o esmorecimento do desejo um pelo outro, a morte da mãe de Simon e um câncer testicular dele.
 
Entra em cena um elemento novo – o geneticista Adam (Devid Striesow). Hanna o conhece num congresso e os dois se envolvem. Pouco depois, Simon o encontra no vestiário da escola de natação e os dois se aproximam sexualmente também. Sem que um saiba da ligação do outro com Adam, o casal renova suas emoções. Mas o segredo tem os dias contados.
 
Abordando um tema frequentemente visitado pelo cinema francês, italiano e também o brasileiro – geralmente em chave cômica -, o diretor e roteirista alemão imprime sua própria marca, recorrendo a uma notável elegância visual, como quando usa telas divididas, sequências de dança e uma luz particularmente cuidada no ambiente da piscina onde Simon e Adam se conhecem.
 
Longe de ser um recurso meramente decorativo, este apuro visual contribui para o tom moderno que se tenta assumir. Tykwer quer, visivelmente, discutir afinal que tipo de relacionamento amoroso existe hoje. Mas não se arrisca a fechar conclusões definitivas. Satisfaz-se com uma incursão ao estresse da modernidade, em que o dilema das pessoas passa pela contínua necessidade de optar por alguma coisa, quando tantas delas estão sendo oferecidas ao mesmo tempo – sejam elas informações, estímulos ou qualquer outro elemento.

Neusa Barbosa


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