Forças especiais

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Realizando uma série de matérias sobre a situação da mulher no Afeganistão, a jornalista francesa Elsa acaba sendo sequestrada pelo fanático talibã Zaief - que é conhecido como "açougueiro de mulheres".


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/12/2011

Durante uma série de entrevistas sobre a situação da mulher no Afeganistão, a jornalista francesa Elsa (Diane Kruger) acaba nas mãos do principal personagem de suas matérias, Zaief (Raz Degan). Se já não fosse o bastante ele ter a alcunha de ”açougueiro” de mulheres, o rapaz ainda é um dos “fanáticos” do Taliban, como a inteligência francesa apura nas cenas que se seguem.
 
A pressão política em Paris, cujo governo se envolveu numa guerra impopular, faz com que a presidência envie uma ordem imediata de resgate da jornalista sequestrada. Liderado por Kovax (Djimon Hounsou) e seu amigo Lucas (Denis Menochet), um grupo de elite do exército francês, especializado em situações de risco, sai no encalço da prisioneira.
 
Assim começa Forças Especiais, filme francês escrito e dirigido pelo diretor debutante Stéphane Rybojad. A obra é dedicada a todos os oficiais franceses que lutaram na Guerra do Afeganistão, muitos deles ainda ocupando o país (a retirada das tropas, anunciada em junho de 2011 pelo presidente Nicolas Sarkozy, ainda não acabou).
 
A homenagem explica também como Rybojad teve acesso a bases e ampla cooperação do exército para realizar este projeto, filmado em locações reais, imprimindo realismo ao que se vê. Na verdade, uma situação difícil para os atores, que, sem treinamento, tiveram pela frente um sem-número de intempéries, nas mais inóspitas regiões.
 
Como Rybojad não aprofunda suas opiniões sobre a participação francesa na guerra, ou mesmo discussões morais inerentes à iniciativa bélica, os diálogos soam sempre minguados. Mesmo a conversa entre Elsa e Zaief, que prometeria um embate intelectual, frustra pela pobreza de argumentos.
 
Chama a atenção também certa falta de cuidado na hora de montar a perseguição dos talibãs ao grupo francês, quando o ritmo do filme cai vertiginosamente. Além de erros primários do ponto de vista tático, as experiências entre os grupos parecem inexplicavelmente destoantes. Principalmente no que diz respeito à temperatura local: enquanto uns têm neve, outros têm sol.
 
No entanto, mais do que um filme de guerra, Forças Especiais é uma produção sobre sobrevivência, tema que se sobressai em pouco mais de meia hora de projeção. E, nesse sentido, sobrevivência de todos ali, envolvidos ou não no sequestro.

Rodrigo Zavala


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