Um Assalto de Fé

Ficha técnica


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Sinopse

Lapão e Galinha Preta são dois ex-assaltantes que resolveram trabalhar como empacotadores de supermercado. Um ex-parceiro da malandragem, que está infiltrado como tesoureiro de uma igreja evangélica, vem lhes propor um assalto ao cofre. Para que o plano dê certo, eles precisam da ajuda de uma mulher que se passe por crente. O acaso os leva a conhecer a prostituta Nildinha.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/11/2011

Produtora de longas, como Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte, a curtametragista, Cibele Amaral estreia na direção de longas com a comédia Um assalto de fé – em que é corroteirista e também atua.
 
Comédia é bicho traiçoeiro – e também gênero mais  difícil de conduzir do que muitos imaginam. Depende não só de um bom roteiro e bons atores, como de atingir o ritmo certo. Cada piada tem seu tempo, sua respiração. Cada ator, sua empatia, senão a graça essencial não acontece.
 
É exatamente esse o problema desta comédia – ela nunca acontece. O roteiro, baseado num conto de Evandro Vieira, acumula personagens e situações clichês. Lapão (Lauro Montana) e Galinha Preta (Alexandre Carlo, da banda reggae Natiruts) são dois ex-assaltantes penando numa vidinha dura como empacotadores de supermercado. Este hiato de vida honesta é interrompido pela chegada de um antigo parceiro de golpes, Jerônimo (André Deca), que há um ano entrou para uma igreja evangélica como tesoureiro – um disfarce para espionar a entrada de dinheiro e bolar um novo assalto, desta vez ao cofre da igreja. Para isso, precisa dos ex-parceiros e de uma mulher, que se faça passar por crente para distrair as atenções durante a operação.
 
Galinha Preta, que não queria nem ouvir falar de Jerônimo – por conta de uma bola fora em golpe anterior -, acaba aderindo. A fiel é encontrada na figura de Nildinha (a própria Cibele Amaral), uma prostituta que comeu parte de um despacho de macumba e que uma amiga convence a tomar várias medidas para tirar de cima a “quizila”. No mais, pode-se prever a sucessão de erros que cerca o plano, a partir da escolha de um desastrado “Japonês” (Alessandro Santos) como motorista.
 
No elenco, participações especiais: do cantor Falcão, como Rick de Souza, um bem-sucedido artista esotérico, que vende em CDs “a oração do carro zero” e outras pseudo-receitas de sucesso rápido que lhe fazem muito bem ao bolso ; e do ator Jovane Nunes (do Zorra Total), como um pastor para lá de histriônico.
 
A participação do humorista de Zorra Total faz todo o sentido – o filme é uma longa tentativa de reproduzir na tela grande esse tipo de humor, baseado no clichê grosseiro e na histeria pseudocômica. Não precisava.

Neusa Barbosa


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