Guerra dos sexos

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Walter, um treinador de vôlei, acaba de ter o primeiro filho. Carente de sexo, envolve-se com uma de suas jogadoras. Seu chefe foi pego traindo a mulher pela própria, que se divorcia. Um garanhão insaciável descobre-se impotente e apaixonado pela vizinha durona. E um rapaz, amigo de uma lésbica, disputa com ela a mesma garota.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/11/2011

Justamente no momento em que a gente começa a se animar com um certo redespertar do cinema italiano – traduzido em boas produções no Festival de Veneza 2011, como Terraferma, de Emanuele Crialese, Il Villaggio di Cartone, do veterano Ermano Olmi e a boa surpresa de L’Ultimo Terrestre, do estreante Gian Alfonso Pacinotti -, a comédia Guerra dos Sexos, de Fausto Brizzi, chega às telas brasileiras para derrubar a empolgação.
 
Já dava para desconfiar que, com esse título manjado, daqui não sairia nada de bom. O diretor e roteirista Brizzi (que cometeu antes Ah... o amor!, 2009) precisou da cumplicidade de outros três escribas – Massimiliano Bruno, Valeria Di Napoli e Marco Martani, é bom anotar o nome de todos os culpados – para montar uma rede de imbróglios afundados em clichês e moralismo, dos quais é difícil extrair aqui e ali um pálido sorriso. Parece que Brizzi e seus comparsas desconhecem a rica tradição da comédia italiana, uma constelação de estrelas como Dino Risi, Vittorio De Sica, Steno, Mario Monicelli, Federico Fellini e tantos outros que Brizzi e seus corroteiristas não fazem mais do que envergonhar.
 
Tudo começa com uma cegonha (digital), trazendo um bebê à casa do técnico de vôlei Walter (Fabio De Luigi) e Monica (Lucia Ocone). Um acontecimento feliz que decreta a interrupção da vida sexual do casal, lançando Walter numa séria crise de abstinência – que ele termina resolvendo com um perigoso caso com uma de suas jogadoras, Eva (Giorgia Wurth).
 
O chefe de Walter, Vittorio (Francesco Pannofino), por sua vez, é flagrado no ato com uma garota, em casa, por sua mulher, Nicoletta (Carla Signoris), gerando um espancamento (dela nele) e um divórcio. O filho deles, Andrea (Nicolas Vaporidis), divide um apartamento com um amigo, Ivan (Paolo Ruffini), e a lésbica Marta (Chiara Francini) – e a principal diversão de Andrea e Marta é disputarem as mesmas mulheres, como a bela Francesca (Sarah Felberbaum).
 
Outra trama opõe o insaciável Diego (Alessandro Preziosi, de O primeiro que disse) e sua vizinha, a enfermeira e ecologista Chiara (Paola Cortellesi). Uma animosidade que todo mundo sabe que vai terminar em romance.
Como se pode imaginar, o roteiro só pensa naquilo, e da forma mais primária e machista. Não há um único personagem que inspire simpatia, uma piada que se sustente. Para piorar, é moralista que só. Quem aguenta isso, a esta altura?

Neusa Barbosa


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