Um Dia

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Emma e Dexter se conhecem no dia da formatura. Poderia ser uma paixão instantânea, mas isso não acontece. O filme acompanha as idas e vindas do casal ao longo de mais de 20 anos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/11/2011

Baseado no romance homônimo de David Nicholls, Um dia tem um título um tanto enganador. Um dia? O filme parece durar uma eternidade, por conta da direção morosa da dinamarquesa Lone Scherfig (Educação, Italiano para principiantes).
 
A história central repete  Harry e Sally – Feitos um para o outro e Tudo bem no ano que vem, filmes em que, exatamente como aqui, um casal se encontra todos os anos na mesma data. Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess, de Caminho da liberdade) se conhecem no dia de formatura. Na verdade, ela reparou nele há mais tempo, mas ele nunca prestou atenção nela. Naquela noite quase transam e acabam se vendo ao longo de vinte e poucos anos, todos os dias 15 de julho, também conhecido como Dia de São Swithin.
 
Ao longo de pouco mais de 100 minutos, o longa acompanha o dia específico na vida da dupla. Nessa fata, às vezes se encontram, às vezes se falam por telefone, às vezes nem lembram da existência um do outro – na verdade, ela sempre se lembra, ele é que não. Essa necessidade de se concentrar em um dia na vida dos personagens resulta numa narrativa bastante esquemática e um tanto previsível, mirando no poético e acertando no clichê.
 
Geralmente, “Um dia” é mais interessante no seu pano de fundo do que naquilo que acontece no primeiro plano da cena. Ou seja, a ambientação – cenários, figurinos, músicas – são eficientes para mostrar bastante a época em de cada um dos 15 de julho. De ombreiras a Robbie Williams, muita coisa que atravessou a cultura pop entre 1988 até 2011 fará uma pequena participação no filme.
 
Ao contrário de Educação, aqui a diretora Scherfig tem mais dificuldade em conduzir a narrativa, preocupando-se mais em retratar a data específica do encontro na vida do casal do que compor o caminho entre um ano e outro organicamente. Descobrem-se os desdobramentos meio sem vê-los propriamente. Mesmo não sendo uma ideia tão original assim, poderia funcionar melhor com personagens mais bem delineados e também se a história fugisse do clímax previsível. Não faz muito sentido como a bela e luminosa Emma se apaixona tão platonicamente e por tanto tempo pelo egocêntrico e pedante Dexter.
 
Ao final, apenas um dia pode ser pouco demais para Emma e Dexter. Mas vinte vezes o mesmo dia, uma situação que pode assentar bem ao longo de um livro, nesta adaptação para o cinema falha pela falta de atenção às sutilezas que deveriam cobrir as lacunas entre um ano e outro.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 04/12/2011 - 20h44 - Por Lucas De Stefano Infelismente não existem mais críticos de cinema como antes, pessoas que assistem aos filmes com cuidado buscando eles mesmos preencherem as lacunas. O Sr. Alysson oliveira cometeu falhas absurdas na crítica acima citada. A maior de todas e mais absurda foi dizer que "acabam se vendo ao longo de vinte e poucos anos, todos os dias 15 de julho", nossa senhora! eles não se vêem todos os dias 15 de julho o filmes retrata todos os dias 15 de julho por ser uma data importante na vida deles ( o que é mostrado no início e que será mostrado no final do filme), mas eles se encntram durantes os anos sim, em outros dias e ambos tecem comnetários sobre esses encontros até por que exeistem dias 15 de julho que eles nem se encontram, mas é mostrado mesmo assim. Ou seja, a idéia é mostrar o que acontece no dia 15 julho na vida dos dois, pela importância do dia, estejam eles juntos ou não.
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