Onde está a felicidade?

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Sinopse

Teodora é uma chef de cozinha de TV que larga o marido traidor (Bruno Garcia) e se embrenha com amigos pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha - uma jornada com pouco espiritualismo e muitas confusões.


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Crítica Cineweb

12/08/2011

Onde Está a Felicidade?, terceiro filme dirigido pelo ator Carlos Alberto Riccelli, é estrelado mais uma vez por sua mulher Bruna Lombardi – que repete a função de roteirista, como nos anteriores, Stress, Orgasms and Salvation (2005) e O Signo da Cidade (2007). Trata-se de uma comédia em busca de um equilíbrio difícil, entre o humor e o escracho. Finalmente, sucumbe ao último.
 
Com um visual de colorido forte que remete ao começo da carreira do diretor Pedro Almodóvar, esta coprodução entre Brasil e Espanha tem atores espanhóis no elenco – como María Pujalde, que na pele de Aura, maquiadora e conselheira da protagonista, obteve o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Paulínia, em que Onde Está a Felicidade? venceu também o prêmio de melhor filme para o júri popular.
 
Interpretando Teodora, uma chef de cozinha que comanda um programa televisivo, Bruna Lombardi procura reinventar-se, entrando num território que lhe é estranho, a comédia. É de se louvar sua atitude, nesta procura de renovação, e sua coragem de se expor, já que a comédia é, por si, um gênero de muitos riscos. Mas o exagero e a grossura terminam por contaminar a produção, com toques de machismo cafajeste que seriam de criticar no roteiro de qualquer homem, que se dirá de uma mulher.
 
Em linhas gerais, esta é a trama – Teodora entra em crise com o marido, Nando (Bruno Garcia), um comentarista de futebol, porque descobre que ele tem um relacionamento erótico virtual. Aconselhada pela maquiadora, decide viajar para fazer a peregrinação de Santiago de Compostela, na Espanha, ainda mais depois que seu programa de TV foi cancelado.
 
Acompanhada pelo ex-diretor do programa, seu amigo Zeca (Marcello Airoldi, da série Divã), e da espanhola Milena (Marta Larralde), Teodora chega à trilha. Menos aparelhada para o despojamento da missão, impossível. Teodora dispõe-se a caminhar longas distâncias de salto alto, carregando uma mala enorme, cheia de roupas e objetos inúteis para a jornada. Que logo é interrompida por diversos incidentes.
 
Numa parada, num hotel, Zeca vive uma cena constrangedora num banheiro, num mal-entendido de natureza sexual com outro homem. Depois disso, ele e Milena vão se interessar cada vez mais um pelo outro, apimentando o percurso, em princípio, de natureza espiritual.
 
Enquanto isso, o figurino e o cabelão de Bruna vão desmontando, na mesma medida em que ela hesita sobre seus sentimentos em relação ao marido – que, por sua vez, vai ter que se livrar do assédio de uma fãzinha menor de idade, Clarinha (Hanna Rosenbaum), que será a causa de outro malentendido com a mulher.
 
Tudo bem lidar com a malícia e fazer pouco do politicamente correto, até porque, em comédia, não há nada sagrado. O problema é o tom. Aqui, resulta grosseiro, pesado. Em vários momentos, quase tosco.
 
É gritante, também, o artificialismo de certas sequências, como a final, que imagina uma homenagem a um velho casal no cenário improvável do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) – um santuário de pinturas rupestres de acesso compreensivelmente restrito. Ficou forçado, como tudo o mais. 
 
Leia entrevistas:
Carlos Alberto Riccelli
Bruna Lombardi
Bruna Lombardi

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 19/08/2011 - 18h12 - Por abel neusa, pelo menos o filme nao e uma comedia vulgar como essas que fazem sucesso de publico, vc nao acha que o nosso cinema esta faltando mais comedia, desde muito tempo nao fazemos comedias mazaropi, chanchadas da atlantida, ate as pornochanchadas.
  • 22/08/2011 - 17h48 - Por Neusa Barbosa Oi Abel:
    pode não ser tão baixaria explícita quanto, digamos, "Cilada.com",mas eu achei bem vulgar, sim...

    Mas acho que faltam mais comédias melhores no nosso cinema, sim.

    É que fazer comédia é muito mais difícil do que parece...

    abs
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