Quero matar meu chefe

Quero matar meu chefe

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Sinopse

Três amigos, cuja vida profissional está sendo arruinada por seus respectivos chefes, chegam à conclusão de que não há outro jeito senão matá-los. Para despistar, combinam que um matará o chefe do outro...


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Crítica Cineweb

03/08/2011

Uma qualidade apreciada nas comédias é a capacidade de seus protagonistas serem espontâneos, readaptando suas ações e falas sem destruir o frágil equilíbrio entre surpresa e sutileza, que caracteriza o bom humor. O cinema está repleto de exemplos, como os atores Buster Keaton, Charles Chaplin, Jerry Lewis, Peter Sellers, entre outros ícones que marcam o imaginário cinéfilo.

A improvisação é, por esse princípio, um imperativo para muitas produções, que se salvam pela competência dos intérpretes por trás dos personagens. No ano passado, foi o que se pode perceber em Uma Noite Fora de Série,com Tina Fey e Steve Carell,Gente Grande, com Adam Sandler, e, agora, Quero Matar Meu Chefe, de Seth Gordon, conhecido por dirigir bem-sucedidas séries televisivas cômicas, como Modern FamilyThe Office.

Embora esta produção tenha um roteiro redigido a seis mãos (John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein e Michael Markowitz, todos vindos da TV), quem traz agilidade ao que se vê na tela são os atores, cuja liberdade para recriar o texto (encorajados pelo próprio diretor) é transparente. Prova disso são os inúmeros erros de gravação mostrados durante os créditos finais.
 
Nem por isso a trama perde complexidade. Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) são três amigos com um problema em comum: o trio odeia, cada um por seu motivo, os chefes de trabalho. O abusivo Dave Harken (Kevin Spacey) trata Nick como capacho, inviabilizando sua prometida promoção. A dentista ninfomaníaca Julia (Jennifer Aniston) assedia sexualmente Dale, comprometendo o noivado do rapaz. Enquanto isso, Bobby (Colin Farrell), um cocainômano neurótico, destrói sistematicamente a empresa que Kurt iria herdar.

Não demora muito para os três chegarem à conclusão de que seus chefes devem morrer, a partir de uma divertida referência aos filmes Pacto Sinistro (de Alfred Hitchcock) e do divertido Jogue a Mamãe do Trem (de Danny DeVito). Isto é, para evitar suspeitas, cada um se compromete a matar o chefe do outro.

O problema desse “crime perfeito” é a completa inépcia dos protagonistas para arquitetar um assassinato. É nesse momento que entra em cena o “consultor” Dean 'MF' Jones (participação especial de Jamie Foxx), cujo nome completo é um palavrão impronunciável aqui. Mas, como é de se esperar, muito pouco vai dar certo para a trupe de trapalhões. 

A combinação dos diferentes estilos de Bateman, Day e Sudeikis equilibram o humor da produção que, somado às divertidas interpretações de Spacey, Aniston e Farrell, dão vigor à comédia. Embora em muitas cenas os diálogos descambem em baixarias, especialmente aquelas proferidas por Julia e Bobby, no fim, tudo se torna mais leve pela total falta de escrúpulos de que os atores dotam aos seus personagens.
 

Uma curiosidade da produção é a máxima proferida por Kurt: “Você não pode vencer uma maratona sem colocar sem colocar band-aids nos bicos do peito”. A princípio sem sentido, mesmo dentro do filme, quem assistiu aos episódios da série The Office poderá entender a referência ao personagem Andy Bernard (Ed Helms), quando disputou uma maluca maratona pró-combate à raiva.

Quero Matar Meu Chefe, enfim, mostra-se uma comédia ágil, moldada a partir de referências e da certeza de que seus intérpretes são espontâneos o suficiente para potencializar o riso. O diretor Seth Gordon acerta na condução do elenco, à vontade para perder completamente o senso do ridículo.

Leia também: Quero Matar Meu Chefe 2

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 06/08/2011 - 18h57 - Por abel vale pelo elenco que esta bem entrosado.
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