Se beber, não case - Parte 2

Se beber, não case - Parte 2

Ficha técnica


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País


Sinopse

O quarteto de amigos do primeiro filme está de volta. Dessa vez, eles tomam uma bebedeira em Bangcoc e, quando acordam da ressaca, não se lembram de nada. No entanto, perderam o irmão da noiva de um deles. O casamento será no dia seguinte, mas antes disso devem consertar todas as burradas que fizeram.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/05/2011

Qual é o limite quando uma piada cruza a linha e deixa de ser engraçada e se torna de mau gosto? No Festival de Cannes, por exemplo, um comentário sobre Hitler numa coletiva pode render um banimento,como ocorreu com o diretor Lars Von Trier. Já em Se beber não case – Parte 2, um macaco simulando sexo oral num monge budista ou transexuais andando nuas num camarim atravessam, no mínimo, a linha do bom gosto.
 
Se beber não case – Parte 2 é mais do mesmo. Mas o que há dois anos, no primeiro filme, era engraçado, agora se torna repetitivo e exagerado.  
 
O fiapo de narrativa que une os personagens segue mais ou menos o mesmo esquema do primeiro filme, também dirigido por Todd Phillips (que entre um e outro encontrou tempo para cometer Um parto de viagem). Suas comédias falam do macho norte-americano na faixa dos 30 anos e, a julgar por esses filmes, esse espécime tem uma grande resistência em se tornar adulto, o que acontece de forma forçada. Seria uma boa oportunidade para satirizar o mundo contemporâneo, mas, aqui, o diretor e sua equipe perderam a medida.
 
Agora, o noivo é o dentista Stu (Ed Helms) que, para evitar complicações, como aquelas que aconteceram em Las Vegas, troca sua despedida de solteiro por um café da manhã. O casamento será na Tailândia, para agradar aos pais de sua noiva, Lauren (Jamie Chung ), que moram lá. Além de seus dois melhores amigos, Phil (Bradley Cooper) e Doug (Justin Barta), eles também precisam levar o chato Alan (Zach Galifianakis) e o irmão da noiva, o gênio Teddy (Mason Lee).
 
Para que o filme aconteça, chegando lá a situação sai de controle por um motivo que só mais tarde se saberá, Stu, Phil, Alan e Teddy caem na bebedeira, perdem o rapaz e se envolvem em mil encrencas, que incluem transexuais, monges, tatuagens e um macaco traficante.
 
Galifianakis, por sua vez, ficou famoso com o primeiro filme e aqui se repete. Seu personagem, Alan, é um sujeito de uns 40 anos que vive com os pais, não tem emprego e depende deles para tudo, até servir o seu jantar. O ator é engraçado, até o momento em que se torna irritante com a sua ingenuidade de criança de 10 anos.
 
Se esse é o segundo filme de uma trilogia, o terceiro poderá muito bem seguir a moda do momento e passar-se no Rio de Janeiro. Segundo a visão equivocada que muitos gringos têm do Brasil, o tigre do primeiro filme e o macaco deste poderiam muito bem acabar andando pelas ruas da cidade.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 28/05/2011 - 15h12 - Por Bruno O filme é ótimo e quanto ao limite do "mal gosto" acho que é uma opção do "Alysson Oliveira" que deveria ter feito uma crítica mais imparcial, o que é difícil, mas não impossível. O filme é uma comédia e a comédia, na maioria das vezes é baseada no absurdo e na desgraça das situações, mas é preciso ter bom humor para perceber isso e estar aberto para simplesmente rir.

    Me faz pensar é que o crítico Alysson faz parte de algum grupo que foi alvo de piada no filme. A discussão sobre a comédia "politicamente correta" não tem fim, mas penso que uma comédia p.correta demais se torna no mínimo sem sal.
  • 28/05/2011 - 19h05 - Por Gabriel Moraes dos Santos Ainda não vi o filme,porém não coloco muitas expectativas nele. A " febre das franquias" hoje em dia não deixa dúvida quanto à qualidade de seus filmes( a não ser por excessões, como piratas do caribe 4 , toy story 3 ,etc).A história, pelo trailer, parece ser igual à do primeiro filme e isso não é nada bom mesmo!!!Enfim,quanto as piadas,só podem ser julgadas quem já viu o filme. Porém,no trailer, a cena do macaco com o monge,pareceu um exagero,além de uma zombaria de pessoas que dedicam sua vida para a religião,prova disso é que este cena não foi feita com NENHUM DOS PROTAGONISTAS,NÃO É? Existe um limite para tudo. Esse,com certeza,foi ultrapassado.
  • 31/05/2011 - 18h50 - Por Eduardo Monteiro Como escrevi na crítica no meu blog, acho que realmente há um exagero, mas não acho que extrapole limites pré-estabelecidos. Esse tipo de aceitação, na verdade, depende muito da opinião de quem vê.

    A nudez vista no filme, por si só, não é ofensiva. A nudez é um tabu tão grande que acaba deixando realmente pessoas constrangidas. Para mim, ofensivo é achar que mostrar aquilo é hilário.

    No entanto, respeito a opinião do Alysson e, diferentemente do colega aí, acho que tem que ser sim parcial. O crítico tem que expressar as impressões dele sobre o filme, e não tem como fazer isso de forma imparcial. E achar que ele não gostou do filme por ter passado por situação parecida é um argumento patético.
  • 01/06/2011 - 04h15 - Por luiz vita Eduardo,

    Vc tem razão. A análise do crítico não é análise do fã. Eu sou fã de muitos filmes,mas quando escrevo preciso apontar suas qualidades e defeitos. Quem é fã tem dificuldade de compreender isso e tem dificuldades em aceitar que as pessoas podem divergir civilizamente. Não há dono da verdade.
  • 12/06/2011 - 20h25 - Por Romulo Azevedo Concordo com quase tudo da análise, realmente, ja que o filme é de comédia, as cenas em que aparecem nudez não são nem um pouco engraçadas... fora essa questão, no meu ponto de vista, o filme é praticamente uma cópia do primeiro, mudou-se apenas o local, o que pra mim me frustou bastante...
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