O sonho bollywoodiano

O sonho bollywoodiano

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 2 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Em busca de trabalho, três atrizes brasileiras vão para Bollywood. Ao chegar na Índia enfrentam um choque cultural, mas não desistem de no país que mais produz filmes no mundo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

27/04/2011

Com pouco dinheiro no bolso, criatividade e três atrizes talentosas, a diretora brasileira Beatriz Seigner rumou para a Índia. Chegando lá, encontrou um país estranho, exótico, bonito, mas melancólico, colorido, mas pobre. O resultado é O Sonho Bollywoodiano, parte comédia, parte drama com algumas doses de documental.
 
Paula Braun (O Cheiro do Ralo), Lorena Lobato (Hotel Atlântico) e a estreante Nataly Cabanas são as protagonistas. Jovens atrizes brasileiras que, sem emprego, rumam para o maior pólo de produção de filmes do mundo. Um diálogo numa das primeiras cenas dá o tom. Ao chegar no aeroporto, um funcionário da imigração, antes de carimbar o passaporte, pergunta o motivo da viagem. Sem falar inglês, uma delas responde à amiga: “Fala para ele que eu sou atriz, não tenho emprego, tenho um filho para criar e vim para Índia em busca de emprego”. A outra responde, indo bem além da mera tradução: “Nós viemos aqui em busca de iluminação espiritual”. E assim ganham entrada na Índia.
 
É esse choque cultural e o jeitinho brasileiro para driblar as dificuldades que guiam as três personagens. Ana (Paula), Luna (Lorena) e Sofia (Nataly) chegam apenas com a mala e a boa vontade, logo descobrem que a reserva no hotel não existe mais, e um tal de Vijay, produtor que lhes daria emprego, talvez nem exista.
 
Ainda assim, elas tentam encontrar um trabalho, ou alguma forma de matar o tempo. Um garoto as ensina a dançar. Ele é um professor sério, mais sério do que suas alunas.
 
O choque cultual, é claro, tem um papel central em O Sonho Bollywoodiano. Mas Beatriz Seigner, diretora estreante em longas, não se deslumbra pelo exótico. O filme tem um olhar estrangeiro inevitável, mas centrado, que busca a beleza real e não o estranho.
 
Fica clara a liberdade que as atrizes tiveram em criar seus personagens e diálogos – além de interagir de verdade com os indianos. Nisso, o filme conta com a sagacidade do trio de moças, que souberam aproveitar várias oportunidades, criando uma dinâmica muitas vezes engraçada com os não-atores nativos.
 
O que mais chama a atenção no filme de Beatriz, além das diferenças entre Brasil e Índia, é que aqui vemos uma jovem diretora consciente do material que tem em mãos – sem explorá-lo demais ou de menos – deixando que o filme aconteça com naturalidade.

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança