Thor

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Sinopse

Thor (Chris Hemsworth), o impetuoso deus do trovão, é mandado de castigo à Terra pelo pai (Anthony Hopkins) - que tenta ensiná-lo a ser mais maduro. Na Terra, ele se envolve com uma cientista (Natalie Portman), mas não tem mais seus poderes, nem o martelo mitológico. Em seu reino, Asgard, os gigantes de gelo ameaçam, enquanto o irmão de Thor, Loki, tem comportamento traiçoeiro.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/04/2011

Conhecido por seus trabalhos shakespearianos, como Henrique V (1989) e Hamlet (1996), o ator e diretor irlandês Kenneth Branagh fez sua primeira investida no universo pop, dirigindo a aventura Thor. Baseado na graphic novel lançada pela Marvel em 1962 – de autoria de Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber -, o filme reinventa a lenda do famoso heroi da mitologia nórdica, circulando em cópias 3D, IMAX e convencionais.
 
Interpretado pelo ator australiano Chris Hemsworth (Star Trek), Thor é o impulsivo herdeiro do mítico reino de Asgard, que há muito ganhou a sangrenta guerra contra o mundo gelado de Jotunheim, sob o comando do rei Odin (Anthony Hopkins). O gênio aguerrido de Thor tem um contraponto no irmão, Loki (Tom Hiddleston), mais calmo e discreto, que vive à sua sombra.
 
Tanta paz no reino entedia Thor. Por isso, uma repentina invasão de Asgard por três habitantes de Jotunheim, rapidamente dominados, dá-lhe o pretexto para ir tomar satisfação do rei local, Laufey (Colm Feore). Sempre escudado por uma fiel trupe de guerreiros e pelo irmão, sem nunca abandonar seu poderoso martelo mágico, Thor faz um estrago no reino vizinho e dá pretexto para o reinício da guerra. A sequência, aliás, é a que melhor justifica o recurso do 3D, o que não acontece em boa parte da história.
 
Como castigo, Odin expulsa Thor de casa. Envia-o à Terra, privando-o também de seus títulos, poderes e do martelo mágico. O poderoso martelo também é jogado na Terra, ficando encravado no meio do deserto mexicano,onde atrai a atenção tanto de aventureiros como de uma unidade do serviço secreto americano, a Shield. Thor só recuperará o domínio do artefato quando tomar juízo.
 
A chegada de Thor à Terra é testemunhada também por uma equipe de cientistas, a dra. Jane Foster (Natalie Portman), o professor Erik Selvig (Stelan Skarsgard) e a estagiária Darcy (Kat Dennings). Como todo mundo fala inglês, não há qualquer dificuldade de compreensão entre eles. A dificuldade de relacionamento geral fica por conta da fúria de Thor, que leva um tempo para se acalmar e entender o processo de amadurecimento pretendido por seu pai.
 
Em Asgard, por sua vez, há problemas. Logo depois da expulsão de Thor, seu pai caiu numa espécie de coma e o reino fica sob o comando de Loki – que revela uma ambiguidade cada vez maior, a seguir à descoberta da verdade sobre o seu nascimento.
 
Esse tipo de rivalidade entre irmãos, as sucessivas intrigas envolvendo os dois reinos, além do princípio de romance entre Jane e Thor, devem ter tido o seu papel para instigar Branagh a aceitar a direção de uma história, em princípio, tão diferente de suas tramas shakespearianas e onde ele não encontra oportunidade de imprimir uma marca pessoal.
 
Ainda assim, não há, a rigor, uma real semelhança entre o mundo de Shakespeare e o mundo de Stan Lee e associados. Thor evolui bem mais de acordo com as regras do universo pop dos quadrinhos, enfileirando confrontos, guerras, lutas e destruições, algumas impressionantes.
Entretanto, o visual do filme, cujo desenho de produção está a cargo do veterano Bo Welch (de Homens de Preto e Edward Mãos de Tesoura) não desperta maiores emoções.
 
Uma dica aos espectadores é ficarem até o final dos (longos) créditos do filme. A recompensa é uma ceninha de Os Vingadores, novo filme em produção com alguns destes mesmos personagens e vários outros super-herois da Marvel, e que tem a participação de Samuel L. Jackson.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 01/05/2011 - 11h59 - Por abel neusa o filme so e suportavel por algumas cenas na "terra" de resto os fas mais xiitas iram reclamar e quem tiver mais de 18 vai enjuar de tanta bobagem junta.
  • 01/05/2011 - 13h55 - Por Neusa Barbosa Realmente, Abel, o pessoal podia ter caprichado BEM MAIS...
  • 06/05/2011 - 11h41 - Por Bruno Mais um filme realizado para atender ao crescente mercado que cresce e precisa atender à fatia pré/adolescente do público, fazendo com que o cinema se infantilize no processo. "Computadores fazem arte/ Artistas fazem dinheiro/ Computadores avançam/ Artistas pegam carona/ Cientistas criam o novo/ Artistas levam a fama"
  • 07/05/2011 - 13h07 - Por Gabriel Moraes Tenho que dizer que o filme foi bom. Mas apenas isso. Bom. Poderiam ter feito muito melhor,mas com a enorme quantidade de filmes de sucesso que estreiam esse ano, é bom que os produtores não se esqueçam que qualidade vem acima de quantidade.
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