Rio

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Blu é uma arara azul que quando pequena foi levada para os Estados Unidos. Quando volta para o Rio para acasalar com a última fêmea da espécie, ele descobre um mundo que não conhecia, repleto de belezas naturais, cores e sons. Mas, antes de aproveitar isso, o casal terá de fugir de um traficante de aves.


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Crítica Cineweb

04/04/2011

Era preciso um brasileiro para fazer um filme sobre o Rio de Janeiro. Esqueça os olhares estrangeiros, a falta de sensibilidade gringa para compreender a cor, o ritmo e o gingado. Na animação Rio, do carioca Carlos Saldanha – mesmo diretor da série A era do gelo – a Cidade Maravilhosa está lá, toda captada na tela, em suas qualidades e problemas, embora esses venham um pouco amenizados. Afinal, o este é um filme que tem primariamente como público as crianças.
 
Estreando em cerca de mil salas, Rio torna-se o maior lançamento em cinema no Brasil, onde entra em cartaz em estréia mundial, antes de em qualquer outro país. E, não é para menos, ao retratar o Rio de Janeiro, a animação de Saldanha faz não só uma homenagem à cidade, mas a todo o País. No centro da história está a ararinha azul Blu (Jesse Eisenberg, na versão legendada; Gustavo Pereira, na versão dublada), uma ave que foi capturada e mandada para os Estados Unidos. Vai parar na fria Minnesota, onde mora com sua dona Linda (Leslei Mann; Sylvia Salustti), dona de uma livraria, que tem a ave como única companhia.
 
Blu, que está totalmente adaptado, tem a chance de reencontrar suas raízes quando ele e sua dona são procurados por Túlio (Rodrigo Santoro, dublando as duas versões), um biólogo brasileiro que pretende levar a ave de volta para o Rio de Janeiro para que ela cruze com Jade (Anne Hathaway; Adriana Torres), a única fêmea viva da espécie em extinção.
 
A chegada de Linda e Blu ao Rio de Janeiro é retratada como um choque cultural. Em pleno carnaval, encontram ruas fechadas, gente em poucos trajes sambando para todo lado e muita música. Esse é o Brasil que os estrangeiros querem ver – especialmente no cinema –, mas também é o Brasil verdadeiro, aquele que pára uma semana para o carnaval.
 
Esse olhar de dentro para fora é difícil, e muita gente vai reclamar – dizendo que o filme mostra apenas carnaval, favela e paisagem. Mas será que não é exatamente isso – os contrastes, os paradoxos – que fazem do Brasil um país tão culturalmente rico e atrativo? Os problemas aparecem quase como metáforas. Pequenos saguis são batedores de carteiras; a favela onde moram alguns personagens do filme é mais pacífica do que uma de verdade, mas, ainda assim há tráfico – não de drogas, mas de animais silvestres.
 
Blu e Jade serão capturados por um pequeno órfão (Jake T. Austin; Cadu Paschoal) e entregues para um chefão da venda ilegal de animais, Marcel (Carlos Ponce; Ricardo Schnetzer). Quando a dupla consegue fugir, suas pequenas pernas estão acorrentadas. Como Blu, sempre vivendo em cativeiro, não aprendeu a voar, eles são obrigados a correr, na companhia de outras três aves, o tucano Rafael (George Lopez; Luiz Carlos Persy), Nico (Jamie Foxx; Alexandre Moreno) e Pedro (Will.i.am; Mauro Ramos), enquanto são perseguidos por uma malvada cacatua (Jemaine Clement; Guilherme Briggs).
 
Há no mínimo meia dúzia de momentos memoráveis em Rio, especialmente pelo colorido e brilho que, aliados ao ritmo, tornam-se irresistíveis, como na cena de abertura em que aves tropicais sambam e cantam; no desfile no sambódromo; ou num passeio romântico de bondinho em Santa Teresa. Saldanha e sua equipe acertaram em cheio, principalmente porque atentaram para os detalhes – de cores e formas – que trazem veracidade para o filme. Estão na tela as ladeiras estreitas do Rio de Janeiro, as pequenas vielas da favela e também as praias lotadas.
 
Rio também é um filme de referências e homenagens. Blu e Jade não se dão bem, mas precisam se suportar, pois estão acorrentados um ao outro – tal qual o casal de Os 39 degraus, de Alfred Hitchcock. Na cena em que fogem pele favela tem imagens bem parecidas com a galinha em fuga de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Mas são os antigos musicais – com uma piscadela para Carmem Miranda, lembrada no chapéu de frutas do cachorro Luiz – que se sobressaem no longa de Saldanha. Não que a ação páre para os personagens cantarem. As músicas estão bem inseridas na narrativa, mas esses números são um show à parte.
 
A animação Rio tem tudo para se tornar um clássico – para agradar adultos e crianças, com seu roteiro bem sacado e seus personagens naturalmente cativantes. Mas não é só isso que torna o filme memorável. Há um toque mágico, algo inexplicável, porque na tela, os traços pulsam com vida, ritmo e brilho – algo bem parecido com o carnaval brasileiro.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 09/04/2011 - 11h12 - Por abel sem duvida nenhuma o melhor filme do ano, reparou que as animaçoes estao melhores que os filmes reais.
  • 09/04/2011 - 21h35 - Por Gabriel Moraes Rio é simplesmente maravilhoso. Desde Avatar,nenhum filme ficou tão perfeito visualmente como Rio. Um toque brasileiro no cenário de Hollywood, um filme que merece ser visto,acima de tudo.
  • 10/04/2011 - 19h23 - Por Genilson Ainda que a sua estréia tenha sido apagada pelo massacre de Realengo fica a torcida que está animação se torne referência mundial não do Rio como também do País em vez TURISTAS.Um filme b que passa uma imagem somente violenta do nosso País.
  • 15/04/2011 - 15h35 - Por Luciano Motta Levei toda minha família para ver esse filme. Recomendo! Saímos da sessão encantados com a exuberância visual e técnica de Rio. O filme promove muito bem a cidade (sim, repete as imagens mais caricatas que os estrangeiros tem de nós brasileiros, mas nada de mais). Nem só de "favela-cult" e violência o Brasil deve ser retratado no cinema. Visitem [lumotta.blogspot.com]
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