Uma manhã gloriosa

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Sinopse

Justo quando pensava que ia ser promovida, a produtora de TV Becky Fuller vai para a rua. Ela arranja um novo emprego em outra emissora, com duas missões quase impossíveis: levantar a audiência, em queda, e domar o péssimo gênio do novo âncora, que entra em atrito com todo mundo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

25/03/2011

Uma manhã gloriosa busca o charme das comédias dos anos 40 e 50 – com diálogos acelerados, troca de farpas entre os opostos e uma irresistível heroína no centro. A heroína é o ingrediente que funciona melhor nessa mistura, pois há poucas atrizes mais adoráveis do que Rachel McAdams (Sherlock Holmes).
 
Rachel vive a produtora de TV Becky Fuller – uma workaholic que o público poderia até rejeitar, não fosse ela toda feita de boa vontade, dedicação e carinho por sua equipe. Ela é a chefe que todo mundo pede a Deus. Por isso, quando surge a chance de uma promoção na emissora em que ela trabalha, em New Jersey, todo mundo aposta que a vaga só pode ser dela e torce por isso.
 
Primeira injeção de vida real – ao invés da promoção, vem a demissão sem motivo. Cheiíssima de energia, Becky entristece, ainda mais porque não consegue emprego. Os dias passam sem novidades e os sermões da mãe (Patti D’Arbanville) só pioram o astral.
 
O entusiasmo e a persistência da produtora levam-na ao encontro de um programa matinal micado, o Daybreak – que, de vantagem, só tem ser realizado numa emissora de Nova York. No mais, é uma coleção de más notícias: o programa é antigo, a audiência cai em queda livre, a equipe está desmotivada e nenhum produtor tem esquentado a cadeira por ali.
 
Na primeira reunião, a nova produtora já mostra que é bem mais do que uma jovenzinha sorridente. Na sequência, ela demite um dos âncoras e resolve contratar um grande nome – Mike Pomeroy (Harrison Ford).
 
Parece uma idéia maluca, afinal, Pomeroy é um jornalista veterano e premiado no mundo das grandes coberturas sérias – que passam longe da pauta do Daybreak, firmemente plantada no mundo da celebridade e do exotismo. Pomeroy, no entanto, está encostado e precisa fazer alguma coisa antes do fim de seu contrato, senão terá um grande prejuízo. Ao alertá-lo sobre isso, Becky ganha pontos e consegue a fera.
 
Pomeroy tem fama de mau e faz jus a ela. Torna infernal a vida da produtora e de sua colega, a âncora Colleen Peck (Diane Keaton), que está há décadas no programa. A relação entre os dois apresentadores é tensa. Eles nem mesmo conseguem entender-se sobre quem dará o “até amanhã” final a cada edição.
 
O roteiro de Aline Brosh McKenna (O diabo veste Prada) e a direção, a cargo de Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill), poderiam ter equilibrado melhor a equação trabalho/romance de Becky. Ela até tem um fã bonitão, o colega produtor Adam Bennett (Patrick Wilson), mas ele perde feio para o Blackberry da moça, que não para de tocar...
 
Se aliviasse um mínimo esse componente workaholic da protagonista, deixando-a respirar um pouco mais, o filme ficaria mais leve, solto e engraçado. Ainda assim, se Uma manhã gloriosa até certo ponto funciona, é mérito, portanto, de seu bom elenco, que tira o melhor proveito das situações. Há bons momentos dos veteranos Ford (nunca antes mais furioso) e Keaton e da estrela em ascensão Rachel McAdams.  

Neusa Barbosa


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