A Árvore da Vida

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Sinopse

A história gira em torno de uma família, nos anos 1950, conduzida de forma rígida pelo pai (Brad Pitt), o que trará consequências no futuro para seu filho (Sean Penn, na idade adulta).


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Crítica Cineweb

15/03/2011

Em sua interrogação cósmica sobre a origem do universo e o sentido da vida humana, A Árvore da Vida, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2011,  nunca esconde suas altas ambições. Não há nada de se estranhar, recordando-se que o diretor Terrence Malick (Além da Linha Vermelha) é formado em Filosofia pela Harvard e lecionou essa matéria no não menos prestigiado MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachussets. É um tipo de pensamento filosófico, portanto, que guia este roteiro, assinado como sempre por Malick, que situa em seu centro o personagem Jack (interpretado na maturidade por Sean Penn, na adolescência pelo excelente Hunter McCracken).

A narrativa, em boa parte, é uma viagem às memórias de Jack, que visitam particularmente a infância passada em Waco, Texas – não por acaso, o local onde cresceu o diretor, embora haja controvérsias se ele nasceu mesmo lá ou em Ottawa, Illinois. Nessa infância, os protagonistas são a mãe (Jessica Chastain), o pai (Brad Pitt) e os irmãos menores, um dos quais morreu adolescente.
 
Essa morte do irmão assombra Jack e é um dos motores a levá-lo a uma indagação maior sobre o sentido do mundo e a existência de Deus, pois é certamente num mundo impregnado de cristianismo que ele cresceu. Mas, dentro de seu coração, lutam os dois caminhos que o filme aponta desde o começo como as margens do curso da vida: o caminho da graça (encarnado pela mãe) e o da natureza (simbolizado pelo pai).
 
Este microcosmo representado por esta família, que é um protótipo da América dos anos 50, mas não só – pode ser vista como um modelo de família de qualquer parte do mundo ocidental – é inserido no macrocosmo do mundo natural. Assim, as imagens de A Árvore da Vida levam não só Jack como todos os espectadores a visualizarem uma viagem no tempo, à origem da vida no planeta, com direito à passagem dos dinossauros (que são os melhores e mais vívidos que o cinema já mostrou, superando com muitas vantagens os de O Parque dos Dinossauros de Steven Spielberg).
 
Em sua parte central, o filme divaga por esplêndidas imagens de natureza, como uma erupção do Etna, as geleiras da Antártida, os oceanos, diversos animais – que alguns jornalistas descreveram ironicamente como “momento National Geographic”. Ironia à parte, essas imagens fazem sentido dentro daquilo a que a história se propõe, reavaliar a trajetória de um homem, um homem qualquer, por suas perguntas sobre si mesmo e sobre a vida. Coisas que um Stanley Kubrick faria, e que Malick executa com maestria semelhante, embora numa chave bem distinta.
 
Se há um perigo a respeito de A Árvore da Vida é ser interpretado como um filme religioso, o que não é – muito embora Malick situe-se em território bem mais espiritualista do que Lars Von Trier e seu Melancolia. Sem dúvida, a religião faz parte da própria formação dos personagens – e não se esqueça que Waco foi o palco de uma tragédia de fundo religioso em 1993, culminando com a morte de 76 integrantes de uma seita fundamentalista cristã liderada por David Koresh. Entretanto, se o filme de Malick tem algum fundo espiritual, ou seja, anseia explorar além da matéria, é muito mais filosofia do que religião. Mas sempre haverá quem pense o contrário, especialmente numa sequência em que Sean Penn revê os personagens de seu passado numa praia. Aí, porém, a psicanálise parece uma referência melhor.
 
A Árvore da Vida é um filme belo, intenso e raro, pelo arco que se dispõe a atravessar, pelas camadas de sentido que suas imagens quase hipnóticas conseguem desdobrar a cada visão – ao mesmo tempo que criando personagens de uma densidade impressionante, capaz de torná-los simbólicos e transcendentes, universais ao menos no hemisfério ocidental. Uma façanha difícil de igualar, que justifica os longos anos gastos pelo recluso diretor em sua elaboração.  

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 15/08/2011 - 10h42 - Por Marcio_LG Neusa, o filme é religioso, porém, confuso. Ortega e Gasset já frisava, um filósofo tem que ser religioso, caso contrário, não terá sobre o que filosofar. E este filme ilustra bem a colocação do famoso filósofo. A filosofia deveria ser ocupar da questão levantada nesse filme, mas nos dias atuais, não é o que acontece e, como Malick pertence ao nosso tempo, seu filme perde-se na tentativa de filosofar sobre a vida que jaz além da vida terrena, usando conceitos da ciência moderna, big bang, dinossauros, etc. Ele acaba criando dois filmes distintos que não fazem sentido um para o outro. Um parecido com "2001" de Kubrick (com grandes efeitos) e outro mais para "Hereafter" de Eastwood (com belíssima fotografia). Como espectador, achei a parte Jurássica do filme dispensável, que não faz nada além de deixar claro que faltaram metáforas ao diretor para representar tudo dentro do universo que rodeava Jack.
    Se ele optou em realizar uma obra não descritiva (todos os méritos por isso!), era de se esperar que percorresse um caminho mais humano, religioso e filosófico, ao invés de reter-se em aspectos e imagens evolucionistas.
    O que Mallick nos entrega aqui é inferior ao exuberante "Além da Linha Vermelha" e resulta em um filme difícil de assistir e de compreensão truncada. Uma pena...
  • 15/08/2011 - 17h56 - Por abel neusa, achei o filme lindo, lento como todos os filmes do terence malick. li uma critica na veja em que o critico da revista questiona o talento de malick sera ele um diretor superestimado pela critica, ja que ele e chamado o salinger do cinema, o critico questiona se essa aura de tudo que ele fez ate o momento foi bom ou sera que sumir pra fazer um filme por anos e nunca ninguem ver sua cara. vc concorda neusa.
  • 15/08/2011 - 20h22 - Por Neusa Barbosa Oi Marcio:
    eu acho o filme religioso só no sentido filosófico - é uma grande indagação do homem a Deus, não de um homem só, da espécie humana.
    Não acho o filme doutrinário.
    Nem acho o filme vazio. Acho que não tem muito a ver, não, com "Além da vida", do Eastwood (não vejo essa relação).
    Também não acho dispensáveis os dinossauros. Ali o diretor está remetendo à ciência, à teoria da evolução (por isso, entre outras coisas, não acho o filme exatamente religioso, já que a base de suas discussões não está exatamente, nem apenas, na fé.
    Eu acho que a dois polos, não dois filmes, e eles dialogam - o problema é que são conflitantes, como a natureza do homem. Há o caminho da natureza e o da graça, como diz a mãe de Jack. E o homem vive dividido entre eles.
    Não acho difícil de assistir, pelo contrário. Assisti duas vezes, já, e sempre me encanto e acho que, se o vir de novo, pensarei em mais coisas. O filme me instiga.

    Quanto a vc, Abel, concordo que é lindo e lento, porque assim o Malick deseja. Quanto a essa crítica do jornalista que vc menciona, não li, mas discordo totalmente. Malick, pra mim, não é superestimado. Porque ele some ou demora tanto tempo de um filme a outro, eu não sei. Mas tenho achado que vale a pena esperar...

    (aliás, também adoro "Além da linha vermelha", mas não o acho superior a este)

    abs a todos,

    Neusa
  • 15/08/2011 - 20h24 - Por Neusa Barbosa Na pressa, saiu um errinho neste parágrafo: " Acho que há dois polos, não dois filmes, e eles dialogam".

  • 16/08/2011 - 11h55 - Por Marcio_LG Desculpe Neusa, mas o que você escreveu não faz sentido. Não vamos misturar alhos com bugalhos! Se o filme aborda temas filosóficos, tudo bem, o problema é juntar teoria da evolução com Bíblia. São coisas distintas e que, absolutamente, não se misturam. Não vou dizer aqui que um ou outro lado está certo, mas juntar ambas correntes numa explicação filosófica para a vida humana é presunção, no mínimo. E aceitar essa tese, na minha opinião, demonstra a incapacidade atual das pessoas em debater sobre a filosofia que envolve a criação da vida. Com esse filme, acho que Mallick se credencia, no máximo, para fazer a nova abertura do "Fantástico, o Show da Vida".
  • 16/08/2011 - 17h21 - Por Neusa Barbosa Marcio, pra mim o que não faz sentido é o que vc disse...

    Por que não misturar evolução e Bíblia num filme, se na vida elas se misturam na cabeça das pessoas?

    Não sou uma especialista em filosofia pra discutir nesses termos, mas a mescla que o Malick fez me parece ótima.

    Vc pode detestar, claro, qualquer um pode.

    Opinião é opinião, eu respeito.

    Mas tenho outra....
    abraço

    Neusa
  • 16/08/2011 - 17h46 - Por Marcio_LG Bom, veja aí o que vc acabou de escrever: "elas se misturam na cabeça das pessoas". Isso é erro de conceito. Não tem nada haver com gostar ou não do filme, tão pouco com ter ou não opiniões distintas. O que estou colocando aqui desde o começo é que Terence Mallick, assim como você (assumidamente) não são especialistas em filosofia. Agora, me diga, é preciso ser tão especialista assim para saber a diferença entre Teoria de Evolução e o Livro de Jó? Assim, o enredo do filme cria um caos antagônico (obviamente sem solução). As preposições sugeridas no decorrer do filme são inviáveis, mas como tudo é muito bonitinho, você compra gato por lebre e tenta me dizer: "é gato, veja, é gato sim!!" E eu te digo: "desculpe, mas a lebre que está em suas mãos não é um gato! Sinto muito."
    E se os gatos e as lebres se misturam na cabeça das pessoas, isso já não é da minha conta. É fruto da educação empobrecida dos dias de hoje.
    Agora, se a questão é meramente de opinião, então basta que eu concorde com você, para ficar tudo bem. O que faço agora: "Neusa, concordo com você, o filme é mesmo bonitinho!"
  • 17/08/2011 - 17h57 - Por Neusa Barbosa Marcio:

    Agora vc está extrapolando: de modo algum quero que nem vc nem ninguém concorde comigo...

    Isso fica a teu critério.

    Não tenho formação em Filosofia pra discutir o que vc propõe, eu mesma disse.

    Meu negócio é só cinema.

    E "Árvore da Vida" é um filme, não uma tese de filosofia, tenha o seu autor ou não formação sobre isso.

    Mas claro que é óbvia pra mim - e para o Malick, me parece - a diferença entre Teoria da Evolução e o Livro de Jó.

    Se ele resolveu botar as duas coisas no mesmo filme, para mim, não há problema, dentro da maneira como ele coloca isso e outras coisas.

    Enfim, para mim, não temos mais o que discutir.Vc fica com a sua opinião - que eu respeito - e eu, com a minha.Que espero que vc tenha a elegância de, igualmente, respeitar.

    abs

    Neusa
  • 17/08/2011 - 20h55 - Por Jason Marcio, acho que voce esta viajando. A Neusa não está aqui para se aprofundar nas idéias filosoficas que estão por traz do filme e rege a vida dos animais na Terra.

    Por fim, particulamente eu gostei do que escreveu e acrescentou aos bastidores do filme para mim, que ainda nem assistiu, porém acredito que você foi deselegante com a nossa companheira Neusa que faz boas descrições a respeito dos filmes do Cineweb.

    Você foi intransigente querendo convence-la de algo que você acredita e não parece interessar a ela nem a ninguém que frequente este site. A crítica da Neusa é sempre referente ao filme/cinema. Se eu fosse voce pediria desculpas e fim de estória.Seu curso de filosofia deveria te ensinar a respeitar o espaço e a opinião alheia.

    Neusa não a conheço, apenas costumo assistir meus filmes sempre depois de verifica-los no Cineweb antes e sinceramente meu gosto pessoal é bem próximo do seu.
  • 18/08/2011 - 08h54 - Por Neusa Barbosa olá Jason:
    certamente, a única coisa que nos preocupa aqui no Cineweb é cinema - e o bom cinema.
    Benvindo a este espaço.
    abs

    Neusa
  • 18/08/2011 - 20h32 - Por Fernando Colamonico Boa noite Neusa!
    Fiz um curso de cinema italiano no cinesesc e fiquei curioso para saber sua opinião sobre o filme.
    Achei bem interessante sua visão, bem diferente da minha. Só consigo descreve-lo como uma experiencia. Foi, sem duvidas, um dos filmes mais bonitos que já vi, e provavelmente um dos mais chatos. O que nao interfere no quanto aproveitei ele, e assim como disse a critica da Veja mencionada acima, nesse ponto concordo... existem coisas excelentes, incríveis, e ainda assim chatissimas.
    Foi um filme marcante, e a todo momento lembro dele, e acima de tudo, das sensações que ele me passou. Talvez reveja algum dia - nao costumo gostar de rever qualquer coisa que tenha me marcado de forma específica como foi.

    Entrarei mais vezes aqui!!
    um grande abraço

    PS: Depois que saí do curso pesquisei. Estava certo, e minha memória não seria tao incrivel aos 2 anos de idade. De fato, O CARTEIRO E O POETA é um filme de 1989 , mas que estreou apenas entre 1995 e 1996 como havia dito. E seu protagonista Massimo Troisi, como também me recordava, foi indicado ao Oscar 96, faleceu antes da cerimonia em que concorria.
  • 18/08/2011 - 21h42 - Por Neusa Barbosa oi Fernando:
    Acho bacana vc descrever o filme como uma experiência, porque acho que é isso mesmo: vc entra nela.

    Acho curioso vc dizer que o filme foi "um dos mais chatos". No entanto, a todo momento vc diz que lembra dele...

    Não é interessante?

    Se o filme ficar na sua cabeça, na sua sensibilidade, acho que ele te tocou. Então, valeu a pena. Acho que vc devia rever, algum dia.

    Quanto ao "Carteiro e o Poeta", não me lembro exatamente dessas datas. Mas foi um filme que também me marcou. E lembrava que o Massimi Troisi morreu antes da cerimônia do Oscar, sim, uma pena.

    abs, volte sempre,

    Neusa
  • 19/08/2011 - 14h07 - Por Marcio_LG Neusaaaaa....

    Desculpa!

    Principalmente por eu ser meio esquentado. Já não é a primeira vez que vc me dá um corretivo! hehehehe

    Claro que todo mundo tem tudo, opiniões, amores, ódios, dores, odores... Só quis marcar que os conceitos que o diretor expõe no filme são conflitantes e que ninguém percebe. Mas, para mim, a experiência cinematográfica ficou comprometida, pois percebi essa distinção. Só para vc ter uma ideia, li algumas outras críticas favoráveis e desfavoráveis com percepções que nem eu imaginava como, por exemplo, o filme ser sobre um complexo de édipo do universo. Pode? Agora tenho que ver de novo... hehehehe
  • 19/08/2011 - 14h31 - Por Marcio_LG Jason, vc fala por todas as pessoas do site? Como pode? Se fosse assim vc deveria se chamar Jasão!
    E o que vc mencionou só realça os apontamentos que fiz. A percepção das pessoas sobre os temas relevantes da vida para usar um termo bem acadêmico é de "chorar na rampa".
    Outra coisa, temas filosóficos, são muitas vezes retratados no cinema. Os filmes de Bergman, p.e., são quase todos de fundo filosófico. Achar que a discussão sobre os filmes se limita ao mero gostei/não gostei é menosprezar todas as pessoas que trabalham nesse site, assim como todos que são envolvidos com cinema.
  • 18/09/2011 - 12h12 - Por Otávio Neusa, uma coisa é certa: o filme despertou debate aqui, ein?

    Achei um filme chato (ele me prendeu muitas vezes, mas no geral me cansou). Confesso que tive bastante dificuldade em encontrar uma conexão entre o "momento national geographic" e a história da família e isso me irritou hahaha Aí vim aqui ler novamente sua resenha.

    Aquela situação específica em que um dinossauro pisa na cabeça do outro e depois vai embora te disse alguma coisa? Aquela cena não está lá a toa e suspeito que ela diz muito sobre a conexão entre a história da família/história do planeta.

    Outra coisa: aquele momento final, em que todos eles se encontram, eu não interpretei como algo religioso... Aliás, eu não interpretei de nenhum jeito, pois não entendi a função daquele momento para o filme (só uma observação: acho que não faz falta para o filme a pergunta de se final era "religioso", se aquilo lá era o "Paraíso" ou sei lá que bobagem... Espero não forçar muito a barra, mas o Buñuel colocava animais de fazenda dentro de uma casa e perguntar "de onde vieram os animais" era totalmente fora de lugar. É uma forma meio cartesiana de tentar entender um filme que nem sempre funciona. O que eu quero dizer é que aquela cena final é carregada de simbolismo, mas não tem porque ser religiosa... Eu só não consegui fazer uma leitura legal dela).

    Desculpa escrever tanto, Neusa. Se vc puder me ajudar nestes dois tópicos (dinossauro e cena final), contando sua interpretação, eu agradeceria!
  • 20/09/2011 - 16h24 - Por Neusa Barbosa oi Otávio:

    acho que o filme tem muitos detalhes, leituras, é mesmo muito carregado, quase barroco - mas esse é mesmo o jeitão do Malick contar as histórias. Afinal, ele demora tanto nelas que elabora muito...

    A cena do dinossauro que pisa o outro e solta - isto me evocou uma espécie de inteligência nascendo ali. O animal mais forte podia ter matado o outro, era mais forte,tinha a oportunidade. Mas escolheu não fazê-lo. E o animal mais frágil sobreviveu e evoluiu, quem sabe... Acho bem simbólico da evolução mesmo, como um todo.

    A cena final, para mim, é uma espécie de reconciliação do Jack com as suas memórias. Com todas as pessoas que encontrou, com ele mesmo no passado. São todos os tempos de sua vida reunidos. Para mim é isso.

    O filme desperta debates, dúvidas, sensações. Por isso, me parece tão grande.

    abs

    Neusa
  • 20/09/2011 - 19h30 - Por Otávio Neusa, gostei da sua interpretação sobre o final. Realmente é uma reconciliação com seu próprio passado, suas próprias memórias, que nunca foram bem superadas (como dá pra perceber através da conversa que ele tem com o pai por telefone, já adulto).

    Sobre os dinossauros e aquela cena específica, pensei (agora mesmo haha) se o fato do dinossauro "dominante" não ter matado o outro (como era de se esperar) não representou um ponto de ruptura com a "natureza", ou seja, um momento em que ele assumiu uma postura de "privação" ou "auto inibição" que poderíamos atribuir ao "caminho da graça" (sem fazer falta qualquer religiosidade, pois estamos falando de dinossauros rsrs).

    Pois bem, o mundo evolui e chegamos a uma situação em que a mulher representa a "autocontenção", a "autoprivação" (caminho da graça) e o pai o outro polo, o da "vontade", "raiva" etc, pertencente ao caminho da natureza. Talvez o grande dilema seja encontrar o equilíbrio entre estes polos e esta é a crise do menino... Ele não gosta da forma que o pai se porta, porém condena a mãe por ser tão submissa.

    Neusa, mudei de idéia, o filme é interessante... hahaha
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