O vencedor

Ficha técnica


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Sinopse

Micky, irmão caçula de uma família de origem irlandesa, está lutando para conquistar seu lugar ao sol no boxe. Seu treinador é o irmão mais velho, Dicky, que já brilhou no ringue mas perdeu tudo por seu vício no crack.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/02/2011

No ringue, só um lutador pode vencer. Mas se não fossem dois os heróis de O vencedor, a curva dramática do filme não existiria. São dois irmãos, homens de trajetórias inversas, que ocupam o centro da trama – Micky Ward (Mark Wahlberg, o caçula, está subindo no mundo do boxe, no rumo de tornar-se campeão; o mais velho, Dicky Eklund (Christian Bale), ao contrário, já desperdiçou sua chance, embora tenha no currículo um nocaute sobre ninguém menos do que a lenda Sugar Ray Leonard.
 
Essa dualidade, que alimenta desde a tragédia grega até as histórias em quadrinhos, funciona com energia no drama dirigido por David O. Russell, com roteiro armado por Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson. Não é à toa que o filme foi acumulando prêmios – especialmente para Christian Bale e Melissa Leo, vencedores do Oscar de coadjuvantes, depois de terem vencido os Globos de Ouro e os prêmios do Sindicato dos Atores. 
 
O que está fora do ringue é tão importante quanto o que acontece em cima dele. O clã familiar exerce uma pressão formidável sobre Micky Ward. Apesar de ser um lutador em ascensão, ele tem de carregar essa família toda nas costas – o irmão drogado que se tornou seu treinador, a mãe possessiva, Alice (Melissa Leo, de Rio Congelado), e um formidável time de sete irmãs desocupadas e intrometidas. O pai dele, George (Jack McGee), faz o que pode, mas também costuma sucumbir a este quase irresistível poder.
 
Diante do declinante sex-appeal, a matrona Alice compensa com mão de ferro com o poder sobre os compromissos de Micky e sua renda – nem sempre em benefício do filho. Apesar de sua inegável experiência, Dicky é um treinador um tanto relapso – desaparecendo para ‘viajar’ no crack. Sem vida própria, Micky encontra na desbocada Charlene (Amy Adams, de Dúvida) uma namorada e uma força nova para reagir ao resto do clã.
 
A performance sutil de Wahlberg, que produziu o filme e foi uma das principais razões de ele ter sido realizado, talvez não esteja sendo devidamente avaliada pelas premiações – que preferem atuações mais carregadas, embora excelentes, como são as de Bale e Leo. Mas são as dúvidas, hesitações e o tumulto interior desse protagonista que ditam o ritmo de todo o resto. Micky carrega a pulsação do filme em cada golpe dado ou recebido. Mas Dicky é quem sempre tem o poder de alterar essa energia.
 
Baseado em personagens e situações reais, O vencedor insere seu nome numa longa galeria de bons filmes sobre o boxe, renovando sua gama de contradições dramáticas. Mesmo quem não gostar do esporte, pode sintonizar-se com as emoções à flor da pele de uma família irlandesa e exagerada, que lembra muitas outras que conhecemos tão bem.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 04/02/2011 - 19h43 - Por abel indicaram os atores que merecerao , nao gosto de mark wahlberg mas o filme e muito bom o melhor desse diretor desde tres reis.
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