Incontrolável

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Sinopse

Frank é um engenheiro ferroviário que foi avisado da demissão com 28 anos de casa. Will é o condutor de trens novato que chega para o primeiro dia de trabalho. Eles vão ter que superar as diferenças e usar toda sua energia para tentar deter um trem que se soltou sem condutor, em alta velocidade, carregado de materiais tóxicos, em direção a uma zona altamente povoada.


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Crítica Cineweb

03/01/2011

Tony Scott, o irmão de Ridley Scott, põe para funcionar o melhor de sua experiência para dirigir Incontrolável, uma atraente aventura de ação sobre um trem fora de controle, que atravessa o estado da Pensilvânia e coloca a vida de milhares de pessoas em risco.
 
O roteiro de Mark Bomback (Duro de Matar 4.0, A Lista – Você está livre hoje?) tira partido dos contrastes. Lado a lado, estão dois protagonistas, um veterano, negro e prudente, Frank  (Denzel Washington), outro, jovem, branco, inexperiente e impulsivo, Will (Chris Pine). Tudo gira em torno desses opostos, o novo e o velho, o ultramoderno e o antigo, o mundo globalizado e a camaradagem, a família estável e a família em crise. Novidade? Claro que não. Mas a segurança de Scott no manejo do material resulta eficiente.
 
Frank e Will, na verdade, não estão no trem que disparou, sem condutor, quando a dupla responsável por ele cometeu uma incrível imprudência – o trem está por sua conta, em aceleração máxima. Frank e Will estão em outra composição, que cada vez mais se tornará importante para deter o trem acelerado, que carrega elementos químicos perigosos e se dirige a uma região altamente povoada. E, por incrível que pareça, a história baseia-se em eventos reais, ocorridos em Ohio, em 2001.
 
No escritório da companhia ferroviária, quem está prestes a arrancar os cabelos é a gerente Connie (Rosario Dawson), que estuda os mapas da linha e traça estratégias para impedir a ameaça um desastre de imprevisíveis proporções, com risco de mortes e indenizações milionárias. Seu chefe, o executivo Galvin (Kevin Dunn), por sua vez, parece mais preocupado em ter prejuízo com a perda do trem e atrapalha bastante com suas ordens disparatadas. Outro conflito que alimenta a adrenalina do filme.
 
A parceria entre Frank e Will também começa atravessada. Frank é um veterano engenheiro ferroviário com 28 anos de casa que já recebeu aviso de demissão. Will é o condutor novato no primeiro dia de trabalho, com a cabeça cheia, porque está impedido de ver o filho pequeno depois de uma briga com a mulher. Toda essa carga emocional, que rende muitas discussões, se encaminha para ficar em segundo plano, quando se torna claro que deter o trem perdido depende desses dois – e de suas idéias, muitas vezes, descartadas pelo executivo.
 
Scott cria genuína tensão com uma montagem nervosa (de Robert Duffy e Chris Lebenzon), que tira partido de tudo o que a fotografia contrastada de Ben Seresin soube fazer. O diretor ambém acelera os batimentos do espectador ao criar suspense sobre a sobrevivência dos dois candidatos a herois, que se torna duvidosa em vários momentos da trama, levando a expectativa até o fim.

Sem dúvida, o filme prende a atenção, diverte e tem humor sempre que possível. Denzel Washington e Tony Scott repetem a parceria iniciada em outra aventura cheia de adrenalina, aquela envolvendo um metrô sequestrado por um maluco (John Travolta), o remake O sequestro do metrô 123 (2009).

Neusa Barbosa


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