Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Ficha técnica


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Sinopse

Quando o mundo dos bruxos começa a sofrer ataques de Voldemort, Harry Potter e sua turma se armam com varinhas e poções para o enfrentar – mas isso só deverá acontecer no ano que vem, no último filme da série.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/11/2010

O que é pior: enfrentar Voldemort (Ralph Fiennes) ou a ebulição dos hormônios da adolescência? Para Harry Potter e sua turma, ambas as tarefas se mostram árduas. No sétimo – e penúltimo (ufa!) – filme da série, Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 1, o bruxo (novamente interpretado por Daniel Radcliffe) completa 17 anos e está a um passo de entrar para o mundo adulto. Mas, antes disso, ao lado de seus melhores amigos, Ron (Ruppert Grint) e Hermione (Emma Watson), precisa superar crises internas e externas.
 
A descoberta do amor – não da sexualidade, pois, no filme, os personagens são assexuados, afinal, essa é uma franquia também voltada para o público infantil - é complicada e envolve todos os problemas que os não-bruxos –  também conhecidos como trouxas, – enfrentam, como a insegurança, o ciúmes e a rivalidade. Ao longo dos quase 10 anos que se passaram desde o primeiro filme, Harry Potter e a Pedra Filosofal, vimos os atores se transformarem de crianças em adultos, assim como seus personagens criados pela escritora inglesa J. K. Rowlings.
 
Em Harry Potter 7.1, o roteirista Steve Kloves, adaptando a série pela sexta vez, centra o foco na ação. O filme é correria do começo ao fim, sem muito espaço para explicações ou desenvolvimentos. A espinha dorsal é, como em toda a série, o jovem bruxo fugindo do lorde das trevas.
 
O mundo mágico está um caos, porque Voldemort está matando indiscriminadamente – ele também assassina trouxas. Harry é a causa disso e, como se antecipou desde o começo, o embate entre os dois personagens deve ser o clímax da série, prevista para acabar em meados de 2011, com Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2.
 
Harry é perseguido e, com a ajuda do polissuco, consegue fugir e se esconder na casa de Ron. Porém, durante um casamento, ele é encontrado e os Comensais da Morte têm a ordem de levá-lo vivo. A única chance de escapar ileso é destruindo as Horcruxes, que parecem ser o segredo do poder de Voldemort.
 
A única explicação para a divisão do livro em dois filmes está na possibilidade da Warner – estúdio produtor e distribuidor das adaptações – faturar em dobro. Em filmes anteriores acontecimentos e personagens foram sacrificados para que a trama do livro coubesse num filme de cerca de duas horas. Aqui, não se justifica alongar cenas e acontecimentos para gerar dois longas, em outras palavras, bilheteria em dobro.
 
Harry, Hermione e Ron fogem e se escondem em florestas na maior parte do tempo. As cenas são desnecessariamente longas, sem que muito aconteça. Eles conversam, leem e discutem o presente e o futuro. E David Yates – que dirige a série pela terceira vez – não se esforça muito para tornar o falatório mais atraente em termos visuais. Exceto por uma cena em animação, o longa segue o padrão dos filmes anteriores com alto orçamento, baixa criatividade e muita explicação.
 
Yates, ao contrário de Alfonso Cuarón, que assina o terceiro filme, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, faz um filme desprovido de personalidade, limitando-se a traduzir em imagens tudo o que já está descrito em detalhes no filme. Como diretor contratado, Yates se limita a não estragar a história, mas sem a preocupação de imprimir uma assinatura pessoal.  
 
Harry Potter 7.1, como era de se esperar, termina numa cena de suspense, deixando um gancho para o próximo filme. Agora, só resta esperar pelo capítulo final, prometido para o ano que vem, quando Harry Potter e sua turma encontrarão um merecido descanso depois de tantas batalhas.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 19/11/2010 - 08h19 - Por Martins Cara na boa,com todo respeito.Sua review tá ruim.Leia os livros.Com coisa seria como Harry Potter Star Wars,essas coisas que tem fãs não se brinca.
  • 20/11/2010 - 01h13 - Por Diogo Não sou um fã de Harry Potter, mas ainda assim me assusto com a crítica escrita, uma vez que ela está pautada em lugares tão comuns e taxativos. Desculpem-me, mas com toda a sinceridade, que exigências são essas a que se refere o crítico?

    "Como diretor contratado, Yates se limita a não estragar a história, mas sem a preocupação de imprimir uma assinatura pessoal." Quer dizer que é preciso uma assinatura?

    Ou pior, "A única explicação para a divisão do livro em dois filmes está na possibilidade da Warner"...

    Não se trata de uma obra que precisa da sua explicação, sr. Crítico. Ela se faz para todos e cada um que assiste ao filme. Se essa é a sua opinião, tente colocá-la como sua, sem generalizações.

    A feitura da sua crítica me sugere, sendo bem capitalista como você parece afirmar que foi a direção de David Yates, que seguiu a mesma lógica. Precisava publicar logo alguma coisa. E publicou: qualquer coisa.
  • 20/11/2010 - 11h55 - Por Lucas Respeitando sua critica.Não concordo com a sua critica,esta na cara que vc não leu os livros para afirmar que esse filme só foi dividido em duas parte para arrecadar mais dinheiro.Todo critico que se presa procura informações sobre o filme que vai falar(vc assistiu o filme eu espero e não leu só resumos!).Sem fundamentos, lógica e claro desprezo pela saga,existem críticos mais conceituados cineweb.
  • 11/12/2010 - 20h46 - Por Vitor Defendo que os filmes sejam mais autorais. Portanto a crítica em relação ao diretor "apenas não estragar a história" é valida.
    No entanto os fãs de Harry Potter pouco se importam com a 7ª Arte. Querem diversão e ponto final!

    Se os que leram os livros, aprovam a adaptação é válido, apenas como diversão, entretenimento. O crítico que espera algo de arte em obras mercadológicas como Harry Potter é um ingênuo.

    Sem ofensas aos fãs de Harry Potter, mas teve um carinha aí que colocou essa saga no nível de Star Wars, meu jovem isso deveria dar cadeia!!!!

    O diretor deve decidir se pretende agradar puramente os leitores ou o público mais geral. Fazer esse balanço é praticamente impossível. Talvez Peter Jackson tenha chegado perto disso na Trilogia do Senhor dos anéis. mas ainda sim lembro da reação ruim do grande público com o desfecho da primeira parte (A sociedade do Anel).

    A crítica é sempre uma opinião, não devemos tê-la como verdade, mas talvez um estímulo para criticarmos também a obra.

    Eu odeio adaptações, cada mídia tem sua peculiaridade. Tenho certeza que o fã de Harry Potter vai concordar comigo: O Melhor filme do Harry Potter não é melhor que o pior livro.

    Abraços

  • 07/01/2011 - 22h32 - Por enza ! uma coisa contra o filme! no final ele acabou muito sem sentido literalmente esse foi só para haver a parte 2 ! mas assim nossa os efeitos estavam ótimos! mas o fim poderia ser melhor!
  • 09/04/2011 - 18h52 - Por thami olha eu li o livro e vi o filme,e achei muito bom.
    eles estao otimos,e a critica e ridicula
  • 13/08/2011 - 17h27 - Por victor Eu vi a parte 2 no cinema e é bem mais legal que essa parte!
    e o final dessa parte acabou sem sentido por que deveria ter continuação
    !!!
  • 26/09/2012 - 19h56 - Por FERNANDA PRA MIM È A MELHOR SAGA DE TODOS OS TEMPOS
    QUEM FALA MAL E PQ NAO TEM O QUE FALAR.
    ISSO E PURA INVEJA...
    HARRY POTTER VAI SER UNICO,VAI SER DIFICIL
    FAZER OUTROS FILMES SEMELHANTES.
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