Sentimento de culpa

Sentimento de culpa

Ficha técnica


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Sinopse

Dona de uma loja de móveis antigos, Kate se sente culpada por ter uma boa vida. Por isso começa a ajudar pobres na rua. Isso, porém, atrapalhará não apenas a vida de sua família, mas também de outras pessoas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/10/2010

O politicamente correto está em crise. E Sentimento de culpa, de Nicole Holofcener, faz um retrato ácido e engraçado desse momento de dúvida sobre o que é errado e como se agir quando a questão é dar dinheiro aos pobres. Já questiona a velha dúvida - o que é melhor: dar o peixe ou ensinar a pescar? O filme parece dizer que nenhum dos dois, pois em ambos os casos o tiro sai pela culatra. Uma das melhores cenas mostra muito bem isso.
 
Catherine Keener (Onde vivem os monstros), presente em todos os filmes da diretora, é Kate. Classe média alta, dona de uma loja de móveis usados, ela se sente mal com seu trabalho, que consiste em comprar móveis velhos a baixos preços e vender por quantias exorbitantes. Os principais fornecedores da loja são filhos cujos pais morreram recentemente ou viúvos também recentes.
 
Rebecca (Rebecca Hall, de Vicky Cristina Barcelona) trabalha como técnica de mamografia e cuida da avó idosa, sem qualquer ajuda da irmã, Mary (Amanda Peet, de 2012), esteticista egoísta e vaidosa, que começa um caso com o marido de Kate (Oliver Platt, de Cartas para Julieta), vizinho de sua irmã.
 
Sem cair nos clichês narrativos, visuais e tantos outros que assolam as produções independentes norte-americanas, a diretora, que também assina o roteiro, critica uma espécie de boa vontade maléfica que toma conta da classe média caridosa, que vê na esmola a salvação para os problemas dos pobres.
 
Como é comum nos filmes da diretora, os personagens femininos costumam ser mais densos e interessantes do que a média dos filmes norte-americanos, e existem independentemente dos homens de suas vidas. Aqui, nenhuma delas tem como objetivo na vida apenas arrumar um marido ou um amor eterno. Elas existem como seres humanos pensantes e produtivos.

Alysson Oliveira


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