Cyrus

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Sinopse

John conhece a mulher de seus sonhos, Molly. Eles poderiam ser muito felizes, não fosse o filho dela que não deixa a mãe em paz e fará de tudo para sabotar o romance.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/10/2010

Aos 21 anos, Cyrus (Jonah Hill, de Ressaca de Amor) mora com sua mãe solteira, Molly (Marisa Tomei, de O lutador). Eles têm uma relação muito próxima – talvez até demais. Isso acaba atrapalhando bastante John (John C. Reilly, de Quase irmãos), quando ele conhece a mulher e os dois iniciam um romance.
 
A comédia Cyrus não é bem sobre como o cara vai ganhar a garota, mas sobre como ele vai fazê-la se preocupar menos com o filho e viver a vida dela. O rapaz, que pensa e age como um adolescente mimado, tem seus artifícios, se faz de bonzinho e amigo de John, mas, no fundo, usa de um jogo sujo para se livrar da “concorrência”.
 
Escrito e dirigido pela dupla Jay e Mark Duplass, o que há de mais curioso em Cyrus é a forma como eles trabalham essa comédia de subtexto edipiano. Eles poderiam cair numa comédia rasgada, cheia de baixarias, ou para um drama pesado. No entanto, os diretores ficam no meio-termo e fazem um estudo sobre esse trio de personagens e a forma como essa estranha relação se desdobra na vida deles.
 
John é inseguro em tudo e muito carente. Anos depois da separação, ainda é amigo de sua ex-mulher, Jamie (Catherine Keener, de Onde vivem os monstros), e a transforma em sua confessora, obrigada a ouvir todas as suas reclamações e dúvidas.
 
Cyrus mais parece um bebê crescido, que usa sua imaturidade e a superproteção da mãe como desculpa para o seu comportamento egoísta. Sujeito grande e bonachão, ele é capaz de se transformar na criança carente que acredita ser, com medo de sair para o mundo e enfrentar a vida. Por isso, é mais fácil e seguro estar sempre atrelado à sua mãe.
 
Molly, por sua vez, deve ter algum sentimento de culpa muito grande para aceitar o comportamento do filho e ignorar a manipulação emocional óbvia que ele usa com ela. Marisa Tomei, uma espécie de rainha dos filmes independentes, é capaz de interpretar aqui tanto a frágil mãe, quanto a predadora sexual, o que coloca o personagem de Reilly numa dúvida grande: até onde ela está apaixonada por ele? Até onde vai essa proximidade com Cyrus?
 
As respostas para essas e outras perguntas vão acontecendo ao longo de Cyrus, que, para o bem ou para o mal, recorre a vários dos cacoetes de filmes independentes norte-americanos. Ainda assim, tem muito a oferecer – especialmente por conta de seu trio de atores, que estão na medida certa de seus personagens, muitas vezes bastante estranhos, ainda assim, muito humanos.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 08/11/2010 - 00h30 - Por Mário Viana Aly,
    eu achei o filme um tédio só. Embora Marisa e Reilly sejam mesmo ótimos, em momento algum eu consegui acreditar que ela fosse mãe daquele sujeito esquisito. E a partir do momento que eu não compro essa premissa, o filme inteiro desanda.
    Achei sem história, sem acontecimentos - o lance do sapato é pouco pra provocar o amadurecimento dela. E a reconciliação final é fake fake.
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