O solteirão

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Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Ben Kalmen é um bem-sucedido dono de uma rede de revendedoras de automóveis. Repentinamente, ele põe tudo a perder, inclusive seu casamento, por conta de suas sucessivas aventuras sexuais.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/10/2010

Tudo em O Solteirão gira em torno de Michael Douglas. Ninguém compraria um carro, usado ou não, de seu personagem, Ben Kalmen, o ex-dono de concessionárias de automóveis caído em desgraça depois de uma série de golpes contábeis. O sujeito é amargo, desagradável, vaidoso, mulherengo, um prato cheio, enfim, para o tipo de personagem que consagrou Douglas, feito à imagem e semelhança do especulador Gordon Gekko – que lhe deu o Oscar de melhor ator pelo filme Wall Street – Poder e Cobiça (87), de Oliver Stone.
Dirigido por Ben Koppelman, com roteiro dele mesmo e de David Lieven – a mesma dupla que assinou a história de 13 homens e um novo segredo -, o filme tenta um tom de comédia que a todo momento é quebrado pelo peso das escolhas deste ambíguo protagonista.
Não restam muitas cartas na manga para Kalmen depois que perdeu todo o seu dinheiro, enfrentou problemas na justiça e destruiu um longo casamento, com Nancy (Susan Sarandon). Tudo começou num momento em que o vendedor enfrentou uma dúvida com sua saúde e, por medo de conferir, passou sistematicamente a destruir o que foi até ali o seu mundo seguro.
Mesmo arruinado, ele não perde a pose. Ainda lhe restam um bom figurino, um belo carro e algum dinheiro. Sua principal diversão, porém, está na conquista de mulheres. Ele não pode ver passar um rabo de saia que logo sai a campo, proibindo o netinho de chamá-lo de avô e a filha adulta, Susan (Jenna Fischer, de Escorregando para a Glória), de chamá-lo de pai sempre que uma bela moça está por perto.
Ben conta com uma mulher, sua namorada do momento, Jordan (Mary-Louise Parker, de As Crônicas de Spiderwick), para levá-lo de volta ao topo. A senhora é bem-relacionada e pode ajudá-lo a obter de volta uma licença para abrir uma revendedora de veículos. Tudo caminha bem até que Jordan pede a Ben que acompanhe sua filha de 18 anos, Allyson (Imogen Poots, de Extermínio 2), a uma universidade que ela pretende cursar e onde é ele quem tem alguns conhecimentos.
Sem querer entregar a trama, Allyson é páreo para o madurão conquistador – e talvez mais perversa do que ele pensa. Seguem-se uma série de reviravoltas, que colocam Ben em contato com seu passado, especialmente com o amigo Jimmy Merino (Danny De Vito).
O elenco, aliás, é um dos pontos altos do filme. Mas não rende tudo o que podia porque o enredo está amarrado demais ao protagonista, dando espaço demais para sua egotrip – parecendo que se trata de um veículo para, mais uma vez, lembrar Douglas para uma indicação ao Oscar.
Ben Kalmen é o tipo do papel, aliás, que um ator com as credenciais de Douglas faz de olhos fechados, no piloto automático. Esperando-se que ele se recupere plenamente de sérios problemas de saúde – recentemente, tratou-se de um tumor na garganta -, é de se torcer para que possa dar uma guinada na carreira, procurando uma renovação total de sua imagem.

Neusa Barbosa


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