Homens de Preto II

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Crítica Cineweb

21/02/2003

Pode até não ter o frescor da novidade do original. Afinal, a idéia de que o mundo é habitado por alienígenas disfarçados entre nós e monitorados por agentes de ternos pretos e óculos escuros não é mais novidade para ninguém. Entretanto, o charme da brincadeira sobrevive neste segundo capítulo e consegue fazer a platéia embarcar no seu ritmo.

Grande parte dessa eficiência deve ser creditada ao carisma indiscutível de Will Smith, voltando à carga na pele do agente Jay, e medindo forças de sua hilaridade contra o paredão de mau-humor do colega Kay (Tommy Lee Jones). Jay começa o filme sentindo-se bem órfão, já que a memória de Kay foi neutralizada - por sua vontade - no primeiro filme, e ele agora trabalha numa agência dos Correios na remota cidadezinha de Truro, Massachussets. Sem encontrar substituto à altura do durão, Jay detona um parceiro atrás do outro, o que faz com que o chefe da agência central dos Homens de Preto, Zed (Rip Torn), desloque como seu assistente ninguém menos do que Frank (voz de Tim Blaney)- um alienígena travestido em cachorro falante e que já aparecia no final do primeiro filme de 1997.

O cachorrinho tagarela rouba a cena na primeira metade do filme, se aboletando no carro na poltrona ao lado de Jay e cantando na janela, a todo volume, "I Will Survive", sucesso de 1979 na voz de Gloria Gaynor. Inconveniente como ele só, fala mais do que o parceiro humano, o que atrapalha suas investigações. Não demora muito, Frank volta ao trabalho interno no gabinete de Zed e Jay é autorizado a resgatar Kay nos Correios, restituindo-lhe a memória e o emprego.

Não é à toa que Jay precisa do parceirão experiente. Uma ameaça ronda a Terra depois da chegada de uma alienígena capaz de lançar serpentes das extremidades em todas as direções, Serleena (Lara Flynn Boyle). A moça, que se esconde sob a forma de uma top model de anúncio de lingerie, veio acertar contas antigas. Décadas atrás, ela foi impedida pelo agente Kay de guardar na Terra uma misteriosa luz. Agora, ela procura a luz perdida e vem dar o troco em todos que frustraram seus objetivos.

Uma dificuldade para a turma dos Homens de Preto é que a memória de Kay está rebobinando na cabeça dele bem devagar. Assim, ele procura no ambiente as pistas para reconstituir seus conhecimentos do episódio da alienígena. Enquanto isso, Jay entra de cabeça numa paixão por uma garçonete de pizzaria, Laura (Rosario Dawson), que presenciou a execução de um alienígena pela invasora Serleena mas não teve sua memória apagada por Jay - quebrando a regra número um dos Homens de Preto.

Todo esse imbroglio vai culminar num final romântico, que pisca um olho ao desfecho de Casablanca (1942) - uma discreta homenagem ao clássico que encabeça a lista dos romances preferidos da história do cinema. De quebra, há uma declaração de amor a Nova York, contribuindo para o esforço da recuperação da auto-estima da Grande Maçã depois do atentado de 11 de setembro de 2001.

As referências mais hilárias a famosos desta edição envolvem Michael Jackson e uma menção a Steven Spielberg - que é também o produtor executivo do filme.

Quanto ao futuro da franquia, dado o estrondoso sucesso na praça americana (US$ 90 milhões nos primeiros cinco dias em cartaz), já está no ar o cheiro de uma nova seqüência. O mais difícil vai ser controlar o ímpeto inflacionário dos cachês dos astros Will Smith e Tommy Lee Jones, que já foram à estratosfera neste segundo episódio.

Cineweb-12/7/2002

Neusa Barbosa


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