Harry Potter e a Pedra Filosofal (2)

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Crítica Cineweb

13/01/2003

Harry Potter e a Pedra Filosofal é um tributo a um fenômeno literário, mas também funciona como afirmação da magia cinematográfica. É um daqueles filmes que nos lembram o quanto uma sessão de cinema pode ser prazerosa. Adaptação fiel do primeiro volume da cultuada série criada pela escritora J. K Rowling, o filme de Chris Columbus (Esqueceram de Mim, O Homem Bicentenário) é fantasia pura, sem medo de sonhar ou, como disse o diretor a respeito dos livros, de nos transportar para uma época mais inocente das nossas vidas. No mesmo espírito de O Mágico de Oz, é entretenimento para os jovens de coração.

Se é que alguém ainda não sabe, Harry Potter é um bruxo mirim. Seus poderes o tornaram, ainda bebê, alvo de Lord Voldemort, um feiticeiro do mal que, na tentativa de destruí-lo, matou seus pais. Criado com hostilidade pelos tios, Harry (Daniel Radcliffe) descobre, aos 11 anos, seus dons incomuns e é convocado a unir-se a seus pares na escola de magia Hogwarts.

Lá, ele faz amizade com os estudantes Ronny (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) e desperta a rivalidade de Draco (Tom Felton), aluno de uma turma concorrente. Em Hogwarts, os aprendizes de feiticeiros são divididos em quatro grupos que, ao longo do ano, disputam uma taça.

Harry, no entanto, terá um adversário muito mais perigoso do que Draco e desafios muito maiores do que uma partida de quadribol, o esporte local. Ele e seus amigos descobrem que Voldemort está por perto, em busca da pedra filosofal do título, que pode conferir-lhe os poderes dos quais precisa para triunfar sobre o bem.

Harry Potter e a Pedra Filosofal tem duas horas e meia de duração, mas elas realmente voam. Tudo no filme é projetado para divertir e encantar, com doses perfeitas de aventura, suspense, humor e sentimento. É uma produção na qual a excelência técnica, ainda que evidente, não sobrepuja a história, repleta de personagens memoráveis. O elenco está todo bem, mas Richard Harris (Dumbledore), Robbie Coltrane (Hagrid) e os atores infantis merecem destaque especial. Contando ainda com uma ótima trilha de John Williams, Harry Potter é um espetáculo delicioso, que dá vontade de repetir. Mágica? Não, competência mesmo.

Fotos: Warner/Divulgação

Fábio Massaine Scrivano


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