Dois irmãos

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Depois de cuidar por toda a vida da mãe, o solteirão Marcos sente-se perdido depois de sua morte. Sua única irmã, Susana, convence-o a tomar conta de uma distante propriedade no Uruguai - onde ele descobre segredos da irmã e outras coisas...


Extras

Idioma: espanhol
Legenda: inglês e português
Formato da tela: letterbox
Extras: menu interativo - seleção de cenas


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/09/2010

Desde Ninho Vazio (2008), o diretor argentino Daniel Burman (As leis da família) abandonou sua zona de conforto, que consistia em falar dos homens na faixa dos 30 anos, e investigar personagens mais maduros. Em Dois irmãos, o cineasta aborda a relação entre um casal de irmãos, ambos na maturidade, solteiros e solitários. Eles se odeiam, mas a solidão é maior do que esse ódio e cinismo mútuos. Por isso, estão sempre juntos.
 
Susana (Graciela Borges, de O Pântano) vive de especulação imobiliária e obtém boa parte dos itens de sua despensa ao se infiltrar como penetra em festas. Sempre que possível, menospreza o irmão, Marcos (o comediante argentino Antonio Gasalla), que trabalhava com ourivesaria e cuidava da mãe, que morre logo no começo do filme.
 
Cinismo é a palavra que melhor define a relação entre Susana e Marcos. Há sempre um jogo de palavras entre eles; nunca dizem o que pensam e estão sempre encobrindo seus reais motivos – especialmente ela. Logo após a morte da mãe e a aposentadoria de Marcos, ela trata de despachar o irmão para uma pequena vila no Uruguai, onde eles terão pouco contato. Afinal, como ele vive reclamando, ela sequer habilitou o roaming do celular dele.
 
O roteiro, escrito pelo próprio Burman, em parceria com o escritor Diego Dubcovsky, autor do livro original, é um estudo de personagens, acompanhando a transformação dos irmãos, que mantêm contatos esporádicos que, quase sempre, terminam em desentendimento.
 
No arco de evolução de Marcos e Susana, o amor terá um papel fundamental, transformando-os em pessoas menos apáticas e mais generosas. Isto acontece especialmente quando Marcos começa a participar de um grupo de teatro na vila uruguaia onde mora. O diretor da peça quer montar um Édipo Rei anticonvencional, sem a presença da personagem Jocasta, mas enfrenta problemas com o provincianismo local.
 
Já Susana, numa festa na embaixada do Brasil, conhece um alemão, que ela confunde com Clint Eastwood, investindo numa aproximação com quem pensa ser uma celebridade.
 
Para que o retrato dessa dupla seja convincente, Burman conta com a presença de dois grandes atores. Graciela e Gasalla dão a dimensão humana necessária para os personagens dessa comédia melancólica parecerem realmente humanos e não meras caricaturas. Não é fácil encontrar o tom, mas a sintonia da dupla garante momentos de riso e ternura.  

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 12/10/2010 - 16h10 - Por marcia zanotti
    Achei o filme o pior de todos deste diretor.
    Já não havia gostado de ninho vazio, por achar que o tédio e a amargura dominam a vida dos personagem.
    Apesar do humor cáustico a respeito da vida, o filme distrai, sem deixar de transmitir uma desilusão sobre as relações humanas e uma desconcertante visão sobre a velhice e sobre aqueles considerados perdedores.
    Apesar de dar boas risadas em várias situações, aliás inusitadas, não gostei do filme, apesar da grande atuação dos atores.

    Marcia
  • 02/11/2010 - 19h38 - Por jose eduardo Fantástico@!O filme retrata com profundo sentimento humano uma relação deteriorada de uma pessoa insegura,egoista e imatura com o irmão frustrado,mas de alma generosa.Nos pequenos detalhes do dia a dia estão retratadas as nuances maiores e menores da alma humana.
    O cenario sóbrio e nostálgico fica gravado na memoria do espectador.Maravilhoso,terno e comovente.
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