Os mercenários

Os mercenários

Ficha técnica


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País


Sinopse

Um grupo de mercenários vai para um pequeno país da América do Sul para livrar o local de um ditador. Lá, seu líder conhece uma bela jovem, por quem se apaixona. Ela é a filha rebelde do governante.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

09/08/2010

Os mercenários mistura comédia, ação e saudades da década de 1980, mas nenhum dos elementos parece funcionar direito sob a direção de Sylvester Stallone, que escreveu o roteiro em parceria com Dave Callaham.
 
Parte do filme foi rodada no Brasil e Stallone deu declarações polêmicas sobre essa experiência. Em entrevista na Comic-Com, há algumas semanas, o ator disse que gostou de filmar no Rio de Janeiro pois podia explodir tudo e as pessoas ainda diziam obrigado e lhe davam um macaco de presente. Em cena, Stallone e companhia explodem muita coisa, mas não ganham nenhum animal de estimação. 
 
Stallone e um grupo de outros homens rudes – entre eles Jet Li e Jason Statham – ganham a vida matando pessoas, derrubando governos ditatoriais ou executando missões pelas quais recebam pagamento. A atual missão é livrar um país fictício da América Latina de um ditador. Para tanto, alguns membros do grupo se deslocam até o local e entram em conflito com o governo do general Garza (David Zayas), bancado por um traficante norte-americano (Eric Roberts).
 
Essa é a desculpa para pirotecnias e pancadarias e, para os nostálgicos, uma visita aos filmes da década de 1980 protagonizados por Stallone, Dolph Lundgren, Jean-Claude van Damme e Steven Seagal, sempre recheados com muita adrenalina. Embora Lundgren esteja em Os Mercenários, van Damme e Seagal, estranhamente, não aparecem em nenhuma cena. Em uma entrevista, o diretor disse que convidou a dupla, mas foi esnobado por eles. 
 
Giselle Itié, nascida no México, mas radicada no Brasil, faz a filha de Garza, a única personagem feminina com algum destaque. Ela, no fundo, é o motivo pelo qual o personagem de Stallone, Barney, aceita a missão suicida. No entanto, essa paixonite que beira a inocência juvenil, nunca é convincente o bastante para justificar as ações do protagonista.
 
Mas, uma pessoa disposta a ver Os mercenários está pouco ligando para deficiências de roteiro, para a aparência bizarra de Stallone e Mickey Rourke ou para o figurino bem comportado de Giselle. Aos trancos e barrancos, o filme tenta cumprir o que promete, distribuindo muita pancadaria.
 
Com Os Mercenários, Stallone parece dizer que o cinema de ação contemporâneo não seria nada sem os ídolos do gênero dos anos de 1980 – inclusive, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger fazem uma pequena participação. Mas, no fundo, o filme parece uma reprise de uma sessão da tarde ruim, com muita explosão, mas sem ao menos um muito obrigado e um macaquinho de presente.

Alysson Oliveira


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