Todo Poderoso: O Filme – 100 Anos de Timão

Ficha técnica

  • Nome: Todo Poderoso: O Filme – 100 Anos de Timão
  • Nome Original: Todo Poderoso: O Filme – 100 Anos de Timão
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2010
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 100 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Ricardo Aidar, André Garolli
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

A fundação por cinco operários, os primeiros tempos de time de várzea, o crescimento, as conquistas, os gols, os maiores jogadores e alguns representantes da Fiel torcida, tudo isso está neste documentário, que relembra o centenário do Corinthians.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

28/07/2010

Fundado em setembro de 1910 por cinco operários, o Corinthians Paulista tornou-se referência dentro do futebol nacional, como time de grande torcida – a Fiel -, títulos, jogadores, glórias, derrotas e renascimentos dramáticos. Um pouco destes primeiros 100 anos de história estão no documentário Todo Poderoso: O Filme – 100 anos de Timão.
 
Trata-se do terceiro documentário sobre o clube do Parque São Jorge realizado nos últimos dois anos. No ano passado, chegaram às telas, passando rapidamente para o DVD, outros dois documentários: Fiel, de Andréa Pasquini, destacando alguns dos torcedores que são talvez o maior diferencial da nação corinthiana (já se disse que a Fiel é uma torcida que tem um clube, com muita razão); e 23 anos em 7 segundos – O fim do jejum corinthiano, de Di Moretti e Julio Xavier, que focaliza o histórico gol de Basílio no jogo contra a Ponte Preta, em 1977, que encerrou um jejum de 23 anos de títulos estaduais do Timão.
 
Com muitos assuntos para tratar, já que a história do Corinthians, além de extensa, não é uma qualquer, os diretores Ricardo Aidar e André Garolli, esbaldam-se nas imagens de arquivo, traduzindo um admirável esforço de pesquisa e restauração. Os corinthianos fanáticos podem desfrutar, assim, de algumas imagens inéditas, como o primeiro registro em movimento do time, em 1929, cenas das décadas de 40 e 50, como a vitoriosa excursão corinthiana à Suécia, em 1952, e gols sensacionais do “trio de ouro”, Cláudio, Luizinho e Baltazar, ídolos dos anos 50.
 
Não só esse trio, mas muitos outros jogadores que fizeram a história do clube, percorrem o filme. Caso de Amílcar Barbuy, primeiro jogador corinthiano a vestir a camisa da seleção, lembrado em emocionado depoimento de seu filho; Manuel Nunes, o Neco, recordista de anos de permanência no clube (17 anos) e que protagonizou nos anos 20 um folclórico episódio em campo, em que teria brandido o cinto (que naquela época os jogadores usavam para segurar o calção) contra um juiz que o estaria perseguindo; Vladimir, recordista de jogos com a camisa alvinegra (805); Ronaldo Giovanelli, goleiro por dez anos; Sócrates e Casagrande, personagens de ponta da célebre fase da Democracia Corinthiana, nos anos 80; Neto, homem-chave da conquista do primeiro campeonato brasileiro do clube, em 1990; Basílio, autor do heroico gol de 1977; Marcelinho Carioca, ídolo do final dos  anos 90; e mesmo o ex-jogador palmeirense Ademir da Guia, filho de um ídolo da Fiel nos anos 40, Domingos da Guia.
 
Com tanto espaço para os jogadores e seus gols (as imagens são emocionantes), não poderiam faltar legítimos representantes da Fiel, como Tia Dirce, fanática há décadas pelo time, que determina que, quando morrer, suas cinzas sejam espalhadas pelo Parque São Jorge. Indagada se, no funeral, quer ser cremada com a camisa corinthiana, ela logo protesta: “Não! Com a camisa do Palmeiras, porque essa tem que queimar...”. Outros torcedores que comentam episódios de sua relação especial com o clube são os jornalistas Juca Kfouri e Marília Gabriela e o presidente Luiz Inácio da Silva.
 
Até a política entra em alguns capítulos da história do clube. O jornalista Chico Malfitani – em cuja garagem, em 1969, foi fundada a torcida organizada Gaviões da Fiel, hoje com 87.000 integrantes – lembra que a primeira vez que uma faixa pró-anistia apareceu num evento público, no final dos anos 70, em plena ditadura, foi entre as fileiras da Gaviões. Sócrates também comenta a ousadia da Democracia Corinthiana, de sugerir eleição direta de dirigentes e autogestão no clube nos últimos anos da ditadura militar, nos anos 80 – o que acarretou críticas na imprensa a ele, chamado de “alcoólatra” e a Casagrande, tido como “drogado” e alvo de perseguição da polícia na época.
 
A montagem eficiente de Jaime Queiroz e a música de Marcos Levy e André Abujamra valorizam o material e jogam, naturalmente, para a emoção. Os corações corinthianos não têm porque resistir.
 
Com lançamento previsto para 1º de setembro, o DVD do filme conterá outros 100 minutos de extras, incluindo making of, a totalidade das imagens inéditas de 1929 e das décadas de 40 e 50, além de depoimentos de diversos jogadores, dirigentes e torcedores.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 13/06/2011 - 16h52 - Por lindo time eu amo esse time perdendo ou nao esse é o meu time do coração
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