A jovem rainha Vitória

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Sinopse

Herdeira ao trono inglês, a jovem Vitória enfrenta pressões para nomear um regente. Mas seu tio morre e ela chega ao trono pouco depois dos 18 anos, para iniciar o mais longo reinado de uma rainha britânica.


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Crítica Cineweb

16/06/2010

Vencedora do Oscar de figurino em 2010, A jovem rainha Vitória não se contenta com seu luxo de produção de época. Focalizada pelo diretor canadense Jean-Marc Vallée (C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor), a soberana britânica que mais tempo reinou (64 anos) despe-se da aura de conservadorismo normalmente associada ao seu nome ao ser vista em sua juventude, antes da consolidação de seu mito.
 
A atriz inglesa Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) entra na pele de Vitória prestes a completar 18 anos. Neste período, ela vive não só uma angustiante solidão, mas uma grande tensão e medo na mesma medida. Como ela revela tão espirituosamente na narração que abre o filme, ainda não via nenhuma vantagem em ser quem era, a única herdeira ao trono de uma família real desprovida de crianças.
 
A exclusividade de sua situação tornou-a alvo de uma intensa pressão de sir John Conroy (Mark Strong, de Sherlock Holmes), o administrador dos bens e possível amante de sua mãe, a duquesa de Kent (Miranda Richardson), que desejava a todo custo que Vitória o nomeasse regente. Mas a garota resistiu ao cerco e chegou ao trono com a morte de seu tio, o rei William (Jim Broadbent).
 
A câmera em primeiro plano que acompanha toda a intimidade de Vitória na corte, com diversos closes no rosto da atriz, carrega na subjetividade da jovem rainha, cujos sentimentos são revelados pelas sutis expressões faciais de Emily Blunt – que, na época da filmagem com 25 anos, consegue carregar o papel desde a adolescência até a entrada na maturidade.
 
O foco em muitas cenas restritas ao círculo mais íntimo da rainha reforça não só esta subjetividade do temperamento altivo de Vitória como expõe por dentro a redoma em que a realeza mantém-se fechada. A leveza que se procura fica por conta do comportamento dos personagens. Neste sentido, até mesmo a linguagem empolada do final do século XIX é atenuada no limite da verossimilhança.
 
Um aliado poderoso na criação deste clima é o premiado roteirista Julian Fellowes (vencedor do Oscar da categoria por Assassinato em Gosford Park, 2001). Ele equilibra a história entre as inevitáveis intrigas palacianas, revelando uma Vitória ainda imatura diante das manipulações dos que lhe estão mais próximos – como o primeiro-ministro lorde Melbourne (Paul Bettany), que procura insinuar-se inclusive para casar-se com ela.
 
Vitória é vista muito de perto, no seu quarto, de camisola, se trocando, brincando com seu cachorro, confessando seus temores às suas damas de companhia. Aparece ao mínimo envergando sua coroa, na pompa máxima de sua condição. Tudo isto, mais a opção de reforçar o lado romântico, seu namoro e casamento com o primo e príncipe Albert (Rupert Friend), completam a humanização da soberana. Depois dele, fica um pouco mais difícil lembrar a imagem física normalmente associada a Vitória, a matrona gorducha vestida de preto depois da viuvez, que ela viveu por 40 anos, a partir de 1861. Mas é mais fácil compreender o espírito da dama de ferro que conduziu o império britânico no auge de seu poderio.
 
Não deve ter sido difícil à produção filmar em nada menos do que nove castelos ou mansões pertencentes ao Estado britânico, o que garante a fidelidade documental dos cenários. Afinal, uma das produtoras do filme é ninguém menos do que a duquesa de York, Sarah Ferguson, ex-esposa do príncipe Andrew. Outro produtor é o cineasta norte-americano Martin Scorsese.

Neusa Barbosa


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