A Jovem Travestida

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Crítica Cineweb

21/02/2003

Ambientado no século XVIII, o filme acompanha uma complicada intriga amorosa envolvendo uma rica herdeira (Sandrine Kiberlain), sua melhor amiga, a condessa (Isabelle Huppert), e o noivo desta, Lélio (Mathieu Amalric). A herdeira viaja disfarçada de homem, como se fosse um cavaleiro, para um final de semana no castelo da amiga. No caminho, conhece Lélio que, acreditando estar abrindo seu coração com outro homem, confessa-lhe que não está realmente apaixonado pela condessa e sim interessado apenas em seu dote, embora nem nesse quesito esteja satisfeito. Lélio preferia mesmo aproximar-se da herdeira, muito mais rica, e que ele nem imagina que esteja ali, na sua presença, escondida sob o traje masculino.

O noivo interesseiro até que gostaria de romper o compromisso assumido. Entretanto, se o fizer, será ele quem terá de pagar uma alta soma à condessa, a título de compensação. A herdeira decide então que dará uma lição no malandro. Combina com ele que procurará conquistar a condessa para liberá-lo do noivado sem custo. Sua verdadeira intenção, porém, é deixar Lélio em má situação em todos os sentidos.

O enredo baseia-se numa popular peça teatral do século XVIII, do autor Pierre de Marivaux (1688-1763), o mesmo escritor que forneceu inspiração a um outro filme moderno, O Triunfo do Amor, de Clare Peploe, uma adaptação de outra peça dele que relaciona enganos amorosos, identidades trocadas e personagens travestidos. Fiel à origem teatral do texto, o diretor Benoît Jacquot filmou A Jovem Travestida num teatro, com trajes de época e cenários mínimos. A produção é inédita nos cinemas brasileiros.

Cineweb-21/2/2003

Neusa Barbosa


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