Maré de Azar

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 8 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Dono de pequena fábrica entra em crise porque sua mulher se recusa a transar com ele. Quando pensa em se envolver com uma funcionária, sua vida sai dos eixos e os problemas apenas aumentam. Estreia no Rio e em SP.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

13/05/2010

Mike Judge, criador da série Beavis e Butt Head, assina o roteiro e a direção dessa comédia mezzo-engraçada, mezzo-depressiva que, como o título brasileiro entrega, chamar de inferno astral a crise do protagonista é pouco. Em Maré de Azar”, como parece ter se tornado padrão nas comédias norte-americanas, todo personagem é estranho – bem estranho, com algum desvio de comportamento. Às vezes é engraçado, às vezes, não.
 
Joel (Jason Bateman, de Juno) é um químico dono de uma pequena fábrica de xarope. Os negócios vão mais ou menos, e só pioram quando um dos empregados (Clifron Collins Jr) sofre um acidente de trabalho e ameaça processar o chefe. Outra funcionária é preguiçosa e racista e implica com todos os funcionários mexicanos.
 
Em casa as coisas não vão bem. Há meses, a mulher de Joel, Susie (Kristen Wiig,de Uma noite fora de série), se recusa a fazer sexo. E seu vizinho chato não o deixa em paz. Enfim, a vida do químico é uma maré de azar. Mas ele acredita que tudo pode mudar com a chegada de Cindy (Mila Kunis, de O livro de Eli), uma nova funcionária bonita, interessada e oferecida.
 
Seu amigo Dean (Ben Affleck, de Intrigas de Estado) lhe dá conselhos improváveis e drogas recreativas. Entre as sugestões, está contratar um amante para seduzir Susie, assim Joel poderá traí-la sem se sentir culpado.
 
O plano entra em ação, mas Cindy não é bem o que parece ser. Logo na primeira cena, ela mostra-se uma trambiqueira. E, agora, além de tentar dar um golpe em Joel, ela induz o funcionário acidentado a processá-lo.
 
Os personagens são estereótipos ambulantes – o que não chega a ser ruim, dada a proposta do filme. J. K. Simmons (Garota Infernal) é o encarregado da pequena fábrica de Joel, incapaz de guardar o nome dos funcionários – tamanho é seu descaso com as pessoas. Já Gene Simmons, da banda Kiss, é um advogado exaltado que é mais assustador do que quando está com a maquiagem típica de seu grupo de música.
 
Como mostrou em seu primeiro longa, Como enlouquecer seu chefe, Judge se interessa pelo ambiente de trabalho e sua influência na vida pessoal e do grupo. Afinal, muitas vezes, as pessoas passam mais horas no trabalho do que em casa. Ele parece encontrar uma dezumanização na vida corporativa e organizada, e querer tirar humor disso.
 
Ideia bem sacada que nem sempre é bem traduzida para o cinema. Em Maré de Azar as piadas acontecem sucessivamente e, ainda assim, o filme não é tão engraçado, pois o ritmo não flui com a leveza que deveria e o resultado final mais parece uma sucessão de gags, como um programa humorístico ou uma sitcom.
 
Maré de Azar quer, com seu humor estranho e comentários sociais, falar de pessoas simples, de gente comum que ganha a vida trabalhando honestamente e vive sem muito glamour. As piadas de Judge não devem agradar a todos, mas sempre há algo de engraçado. O problema é ter de aturar tudo o que vem junto em troca de algumas boas risadas.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança