A hora do pesadelo

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 13 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Um grupo de jovens começa a ter pesadelos com uma criatura horrorosa, de rosto deformado e dotada de garras. Pior, eles são assassinados. Os sobreviventes tentam se salvar e deter o misterioso Freddy Krueger.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/05/2010

Produto da mente fértil do roteirista e diretor americano Wes Craven (da trilogia Pânico e A Maldição dos Mortos-Vivos), Freddy Krueger é um dos ícones mais lembrados quando o assunto é cinema de terror. Seja por seus dez filmes já lançados – o primeiro em 1984 -, ou as três séries de TV que protagonizou, o personagem parece tão imortal quanto suas histórias.

Ao lado de Jason Vorhees (o assassino de Sexta-Feira 13, com quem já duelou em Freddy vs. Jason, 2003), Krueger tornou-se um produto cultuado por aqueles que se divertem com o terror splatter. De forma comum, a denominação é indicativa para produções com muito sangue e quase nenhuma lógica – formato usual de Craven.
 
Esse é o contexto para entender porque o estúdio New Line Cinema resolveu apostar na volta do vilão, no filme novamente chamado A Hora do Pesadelo. Tal como fez em 2009 com Sexta-Feira 13, a empresa produziu uma refilmagem sobre a origem do personagem, mostrando o início de uma vingança que se estende há 26 anos.   
 
A trama é a mesma: jovens de uma mesma cidade, Springwood, passam a ser aterrorizados por pesadelos que parecem reais. Em todos os sonhos, eles são perseguidos por uma figura deformada, com afiadas luvas, que sente prazer em torturá-las.
 
Quando esses garotos começam a morrer das piores formas enquanto dormem, as próximas vítimas, Nancy (Rooney Mara) e Quentin (Kyle Gallner), devem correr para descobrir por que e por quem estão sendo perseguidos.

Quem conhece o histórico dos nove filmes anteriores, sabe que Freddy (agora interpretado por Jackie Earle Haley, de A Ilha do Medo) foi queimado vivo por uma turba de pais descontentes. Como em uma espécie de versão macabra do clássico Flautista de Hamelin, ele volta para se vingar, usando as crianças como instrumento.
 
Apesar de se tratar apenas de uma refilmagem, uma série de fatores causa desconforto no novo A Hora do Pesadelo. A previsibilidade das cenas, a falta de competência para contar uma história, a má atuação do elenco e do diretor, Samuel Bayer, que não consegue dar agilidade ao roteiro, são apenas alguns pontos.

Se em 26 anos não foi possível tornar a franquia mais ousada, original e vigorosa, das duas, uma: ou não se aprendeu nada sobre horror nestes anos, ou não se aprendeu nada que prestasse. A simples imitação é sinal de involução não só do gênero mas também da indústria cinematográfica. Não pensar nisso é tentar fazer o espectador de bobo.       

Rodrigo Zavala


Trailer


Comente
Comentários:
  • 15/05/2010 - 21h56 - Por thiago luis Muito bom....
  • 25/05/2010 - 12h50 - Por Dennis o filme é ótimo, no minimo nota 6!!!

    Como assim a má atuação do elenco??? O Jackie Earle Haley, QUE É O PRINCIPAL, está super bem como Freddy! E não me venha falar que o Englud era melhor, pois o cara era tosqueira pura, ator de filme trash!!! O Sorriso sádico de Jackie Earle Haley é MUITO mais convincente!

    O resto do elenco é uma b***, mas o original de 84 tambem nao era? (pergunta para o Depp se ele tem orgulho daquela tosqueira que ele fez).

    Passa a crítica toda falando do filme, "sinopando" o filme, para criticar tudo no final, em 2 paragrafos, sem fundamentacao nenhuma.

    Não é que eu tenha que concordar com a crítica para ela ser boa, mas, nesse caso,
    que crítica horrivel hein!
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança