Querido John

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Enquanto visita sua cidade natal, jovem soldado se apaixona por uma garota. O destino que se encarregou de os aproximar, os separa quando ele precisa entrar em ação depois dos atentados de 11 de setembro.


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Crítica Cineweb

30/04/2010

Na cartilha de romances água-com-açúcar do escritor norte-americano Nicholas Sparks, todo amor deve ser interrompido e uma grande tragédia deve abrir os olhos dos apaixonados. Muita sacarina depois, eles percebem que só o amor supera os problemas, mas, geralmente, é tarde demais. Basta ver filmes como Diário de uma paixão e Um amor para recordar para se dar conta disso. Por isso, não é surpresa alguma os caminhos trilhados por Querido John, baseado no romance homônimo do autor, que estreia na sexta.
 
A fórmula utilizada por Sparks, guardadas as devidas proporções de tema e vendagem, é algo na linha do escritor Paulo Coelho. Os dois contam a mesma história repetidamente, mudando um detalhe aqui e ali, mas, no fundo, é sempre trama do amor fadado à infelicidade. E o objeto – tanto dos livros quanto de suas adaptações cinematográficas – são as lágrimas.
 
Os personagens sempre são brancos de origem europeia e com certo poder aquisitivo; seu principal problema é não poder viver o amor intenso que os domina, o que acontece em Querido John com John Tyree e Savannah Curtis, interpretados por Channing Tatum (G.I. Joe: A origem de Cobra) e Amanda Seyfried (Mamma Mia!). Ele, surfista e soldado em licença de duas semanas; ela, estudante conservadora, incapaz de maltratar alguém, brigar ou xingar.
 
Em uma quinzena de muita praia e romance, eles juram amor eterno. Ele voltará para a Alemanha, onde está a sua tropa, e ela para a faculdade. Trocam cartas apaixonadas. Ele é mandado em missões para lugares que não pode revelar para a amada, embora fique claro que são países pobres, pois não têm água encanada, nem correio, muito menos acesso à internet.
 
Poucos dias depois dos atentados de 11 de Setembro, ele volta para casa por um final de semana e, mesmo muito apaixonado e prestes a concluir o serviço militar, alista-se novamente – para desespero da pobre Savannah. Mais tarde, ela dá o troco e a correspondência entre os dois é cortada. John queima todas as cartas que havia recebido da amada.
 
Muitas reviravoltas depois, com direito a doenças terríveis, John e Savannah repensam as suas escolhas – sempre erradas, mas sempre feitas com as melhores intenções, e avaliam a possibilidade de reviver a sua história de amor.
 
Nas histórias de Sparks, doenças não existem para matar e consumir as pessoas, mas para inspirar atos de profunda bondade e elevação das boas almas doadoras. E o que não falta em Querido John são almas boas e sacrifícios pessoais. Em alguma missão no Oriente Médio – em um país que não parece o Iraque ou o Afeganistão – John é gentil e amável com criancinhas na rua.
 
O motivo do novo alistamento do personagem e de todo seu pelotão talvez seja explicado em outro filme, Guerra ao Terror: a guerra é uma “droga”. Mas aqui, conflitos, intervenção militar e soldados são apenas uma desculpa para lágrimas e uma história de amor rasa. John e Savannah são personagens sem qualquer densidade dramática, tornando difícil o envolvimento da plateia.
 
No final de todas as lágrimas extraídas por Querido John, as mais tristes vêm do fato de que o filme é dirigido por Lasse Hallström, o diretor sueco que nos anos de 1980 fez o belo Minha vida de cachorro e, mais recentemente, Sempre ao seu lado, Chocolate e Regras da Vida.

Alysson Oliveira


Trailer


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