Surpresa em dobro

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Sinopse

Charlie e Dan são amigos e sócios há décadas. Charlie é solteirão e mulherengo, Dan não teve sorte nos casamentos. Sete anos atrás, Dan teve um casamento-relâmpago em Las Vegas. Ele só não sabia que tinha gerado um casal de gêmeos. Agora, a ex volta a procurá-lo e quer que ele cuide deles por um tempinho...


Extras

- Erros de Gravação

- Cenas Inéditas

- Comentários em áudio

- Videoclipe Every Little Step com John Travolta e Ella Bleu Travolta


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/03/2010

Talento cômico não falta a John Travolta – quem duvida, pode conferir em Hairspray (2007), onde ele até se veste de mulher. Ele já se deu muito bem em filmes com crianças, como Sabe com quem você está falando? (1989), que rendeu até seqüência. Então, o que ele está fazendo nesta verdadeira roubada?
 
Justiça seja feita – a culpa NÃO é de Robin Williams, seu parceiro aqui. Geralmente over, Williams está contido. A culpa é todinha de um roteiro péssimo (de David Diamond e David Weissman) e uma direção catastrófica, de Walt Becker – que já dirigira Travolta no razoável Motoqueiros Selvagens (2007).
 
Resumo da ópera bufa: parceiros numa firma de marketing esportivo, Charlie (Travolta) e Dan (Williams), estão para fechar o negócio de suas vidas com uma firma japonesa. Bem nessa hora, reaparece Vicki (Kelly Preston), com quem Dan teve um casamento-relâmpago em Las Vegas, sete anos atrás. O motivo: ela vai ficar presa duas semanas por um contravenção menor, e não tem com quem deixar os gêmeos que Dan, sem saber, concebeu, Emily (Ella Bleu Travolta) e Zach (Conner Rayburn).
 
Sem nenhum jeito com crianças, os dois sócios vão se enrolar todos. Vão ficar também na pior com os japoneses. Até aí, tudo bem – afinal, toda comédia pode aproveitar uma série de desastres. O problema é que aqui se recorre a uma escatologia mediana, para não chocar demais o público-família que se espera que ela tenha, mas não dá certo mesmo. Exemplo: as sequências em que os dois amigos levam as crianças a um acampamento de escoteiros machões, liderado por Barry (Matt Dillon), e acabam sujando o rosto com cocô de urso; e pior ainda, uma constrangedora série de golpes abaixo da cintura de Dan contra os indefesos japoneses num campo de golfe, num dia em que as crianças embaralharam seus remédios e ele está com problemas de visão.
 
Travolta só é esperto numa coisa – as cenas mais constrangedoras ficam todas mesmo para Williams. No balanço geral, o filme se ressente de falta de leveza, da mão pesada na direção, das piadas físicas primárias. Nem as crianças se salvam – estão amarradas em situações em que elas só podem parecer chatas.
 
Decididamente, é tempo de o talentoso e carismático astro Travolta chamar um career retrainer e dar uma reviravolta em suas escolhas profissionais. Quem sabe é hora de recorrer novamente a Quentin Tarantino, que o reinventou em Pulp Fiction(94)? Com Robin Williams, o caso parece bem mais difícil – precisa-se, aí, de um verdadeiro milagre.
 
Outra certeza é que alguma nuvem sinistra pairava sobre este filme. Seu lançamento nos EUA foi adiado um ano (aconteceu em novembro de 2009) por conta de duas mortes – de um dos atores, Bernie Mac (Onze Homens e um Segredo), que atuou aqui pela última vez, e do filho de Travolta, Jett. Além disso, Robin Williams teve problemas de saúde e foi submetido a uma cirurgia de emergência.

Neusa Barbosa


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