Cadê os Morgan?

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Sinopse

Paul e Meryl são ricos e bem-sucedidos, mas o casamento está abalado. Num dia em que tentam um jantar de reconciliação, presenciam um assassinato. Colocados sob a proteção do FBI, por serem testemunhas, eles são colocados, juntos, na casa de dois agentes, longe de tudo, no remoto e rural Wyoming...


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Crítica Cineweb

22/03/2010

Ricos, bonitos e bem-sucedidos, o advogado Paul Morgan (Hugh Grant) e a corretora de imóveis de luxo Meryl Morgan (Sarah Jessica Parker) estão vivendo uma crise no casamento, porque Paul deu uma escapada.
 
Arrependido, ele faz de tudo para reconquistá-la. E, numa noite em que ela, finalmente, concordou em jantar com ele, os dois presenciam um crime, que tem relação com um dos clientes de Meryl. Por conta disso, são incluídos no programa de proteção de testemunhas do FBI e, bem contra a vontade, têm que mudar-se de Nova York para a remota cidadezinha de Ray, no rural estado do Wyoming.
 
Urbanoides radicais, eles – especialmente ela – se ressentem da falta dos confortos da cidade grande. Aqui em Ray, o celular não pega. Seu novo endereço, a residência de um casal de agentes do FBI, Emma (Mary Steenburgen) e Clay Wheeler (Sam Elliott), sequer tem TV a cabo. O evento mais divertido da cidade é um rodeio. E, pior, eles são obrigados a conviver sob o mesmo teto bem na hora em que Meryl cogitava o divórcio.
 
Como toda comédia, esta aqui alimenta-se dos opostos. E não há casal mais distinto dos Morgan do que os Wheeler. Talvez a melhor sacada do roteiro, de autoria do diretor Marc Lawrence, seja mesmo projetar nesta boa dupla de atores, Elliott e Steenburgen, pelo menos uma parte da América profunda, conservadora, republicana, armamentista, amante da caça (há cabeças de animais decorando a sala da casa, para horror da vegetariana Meryl), mas não desprovida de senso de humor. Um humor que, neste momento particular, está faltando muito a Meryl.
 
Encarnando seu impagável personagem atrapalhado, Hugh Grant ainda garante algumas risadas. É a terceira vez que trabalha com o diretor Lawrence, repetindo a parceria de Amor à Segunda Vista (2002) e Letra e Música (2007). Talvez por isso esteja mais à vontade, embora num papel não particularmente brilhante.
 
Sarah Jessica Parker, por sua vez, é mais irritante do que engraçada – um problema que parece vir mais do roteiro do que dela mesma, para ser justo. Comédia parece um gênero fácil só para quem não sabe do que está falando. É a mais difícil das artes fazer rir, encontrar o tempo da piada, a química entre uma dupla. Nada disso aconteceu direito entre Sarah e Hugh aqui. Por isso, os poucos bons momentos da história pertencem mesmo à dupla de veteranos Elliott e Steenburgen, ainda assim, num universo cheinho de clichês surrados.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 03/04/2010 - 15h15 - Por Hirao Ops: na ficha técnica, o nome do diretor é Marc Lawrence e não Martin Lawrence. Obrigado.
  • 03/04/2010 - 17h06 - Por Luiz Vita Obrigado pela correção Hirao. Já corrigimos a ficha.
    Abraço,
    Luiz Vita
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