Chico Xavier

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Sinopse

Desde sua infância, Chico Xavier tem contato com o mundo espiritual. À medida em que cresce, ele estuda a Doutrina Espírita, e desenvolve seus dotes. Paralelamente, o filme mostra o drama de um casal cujo filho morreu num acidente, e como o médium irá ajudá-los.


Nota Cineweb

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Galeria de fotos

  • Riacho Doce, minissérie de 1990
  • Os Fuzis
  • As mães de Chico Xavier
  • As mães de Chico Xavier
  • Com Milton Gonçalves em
  • Com Tânia Alves na minissérie

Crítica Cineweb

23/02/2010

Santo ou demônio? Médium ou falsário? Essas foram algumas dúvidas que o médium brasileiro Chico Xavier levantou ao longo de sua vida. O longa Chico Xavier, que chega aos cinemas nesta sexta (2), quando o médium completaria 100 anos, no entanto, não está muito preocupado com esse tipo de conflito. Dirigido por Daniel Filho (Se eu fosse você), a partir de um roteiro de Marcos Bernstein (Central do Brasil), baseado por sua vez na biografia As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior, o filme faz um retrato chapa-branca de seu protagonista – que morreu em 2002.
 
O Chico Xavier do filme, interpretado pelo garoto estreante Matheus Costa, Ângelo Antonio (2 Filhos de Francisco) e Nelson Xavier (Narradores de Javé) nas diversas fases de sua vida, é um personagem sem muitos dilemas interiores – há umas poucas vaidades, mas conflito mesmo, daqueles de consumir, não existe. Desde pequeno, ele parece aceitar tranquilamente seu dom e sua missão.
 
Morando com a madrinha (Giulia Gam, de A Guerra dos Rocha), o pequeno Chico é visto com um ser estranho por ela, que tem medo e fascinação na mesma medida pela mediunidade do menino. A única a o compreender é a mãe morta (Letícia Sabatella, de Não por acaso), com quem ele trava longos diálogos.
 
Mais tarde, morando novamente com o pai (Luis Melo, Encarnação do Demônio), ele ganha outra cúmplice – a madrasta (Giovana Antonelli, de Budapeste). Com alguns saltos de roteiro, Chico chega à vida adulta, quando sua mediunidade se manifesta com mais força e ele começa a estudar a doutrina espírita. Ainda morando em sua cidade natal, Pedro Leopoldo (MG), recebe pessoas que pedem sua ajuda para se comunicar com parentes e amigos que já morreram. Nessa mesma época, Chico começa a receber as visitas de uma entidade que recebe o nome de Emmanuel (André Dias), que o acompanhará ao longo de sua vida.
 
A narrativa ficcional sobre o médium em Chico Xavier é entrecortada por trechos de uma participação verídica no programa de entrevistas Pinga-Fogo, na TV Tupi, na década de 1970. Nele, uma espécie de Roda Viva de sua época, Chico é sabatinado pelas mais diversas pessoas, que colocam em xeque seus poderes e crenças. Essa entrevista, que interliga os episódios da vida do médium no filme, também serve como pretexto para amarrar outra linha narrativa do longa. Trata-se da história do casal Orlando (Tony Ramos, de Tempos de Paz) e Gloria (Christiane Torloni, de Onde andará Dulce Veiga?), cujo filho morreu há pouco em um acidente.
 
Ela está desesperada, enquanto o marido, que é o diretor do Pinga-Fogo, é cético. Essa parte do roteiro não se baseia numa história específica – embora sua conclusão venha de um fato real, envolvendo uma carta psicografada pelo médium. O casal, claramente, serve como identificação do público na tela. E, para não deixar ninguém de fora, um deles acredita em Chico Xavier e suas cartas, e o outro é o cético que zomba disso.
 
Enquanto personagem, Chico Xavier carece de conflitos e nuances. Ele aceita a sua missão muito facilmente, dizendo:“Eu sou como um carteiro, recebo cartas, e aí entrego”. Seu único porém é um pouco de vaidade – que causa alguns desentendimentos com Emmanuel, mas nada muito sério. Quando se muda para Uberaba, onde abre seu centro, Chico já é bastante conhecido e recebe visitas de pessoas de vários cantos do país em busca de comunicação com mortos.
 
Daniel Filho dirige com o profissionalismo que lhe é habitual, mas sem qualquer ambição mais cinematográfica. É um filme feito para as massas, que devem se emocionar em cada momento calculado para fazer chorar – especialmente as cenas que mostram a comunicação entre pais e filhos, em que um dos envolvidos já morreu.
 
Por outro lado, como bem mostram as imagens finais do longa, tiradas do programa Pinga-Fogo real, Chico Xavier era uma figura bem maior do que aquela mostrada pelo filme. Sem dúvida, não seria fácil captar num longa de ficção uma figura tão complexa como o médium. O que não se justifica são alguns momentos rasos do filme.  

Alysson Oliveira


Trailer


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Comentários:
  • 01/04/2010 - 17h39 - Por Reginaldo de Souza Melo Alysson

    Favor corrigir o local de nascimento de Chico Xavier:o correto é Pedro Leopoldo.

    Obrigado.

    Reginaldo.
  • 08/04/2010 - 07h55 - Por Iris Reis Muito bom!!! Quero ver!!! Quando estreia a Portugal?
  • 08/04/2010 - 18h08 - Por Luiz Vita Ainda não há previsão para estreia em Portugal. Mas não deve demorar.
  • 22/04/2010 - 15h04 - Por Alvaro "É um filme feito para as massas". ´

    Cuidado com os comentários Alysson Oliveira...

    Será você superior as massas ?

    Filme é filme. Bom ou Ruim. não acho que deveria colocar classe social ou nivel de cultura para sua avaliação.
    O filme tem grandes bilheterias nos cinemas de regioes ricas e também das pobres.

    Eu faço parte da sociedade logo faço parte da massa.

    Somos farinha do mesmo saco.
  • 24/04/2010 - 19h57 - Por Maurício E onde eu vejo esse filme? Onde estão as salas que nunca consegui achar no Cineweb, um defeito grave que o novo site sequer corrigiu??
  • 25/04/2010 - 12h06 - Por Luiz Vita Maurício,

    Quando realizamos as novas mudanças no Cineweb, demos prioridade a tudo o que se relacionasse com a crítica cinematográfica, que sempre foi o grande diferencial do portal. Investimos em melhorar ainda mais a qualidade de nosso trabalho ampliando o número de seções e dando ao nosso leitor a oportunidade de votar nos filmes que ele mais gosta e expressar sua opinião, concordando ou discordando da dos críticos.Tornamos o site mais moderno e abrangente, aumentando a interação.

    Achamos que a divulgação da programação deve ficar a cargo das empresas cinematográficas, que a realizam de forma bastante satisfatória. E a maioria de nossos leitores prefere buscar os horários na grade das próprias empresas.

    Contamos com a sua compreensão.
    Abraço,
    Luiz Vita

  • 02/05/2010 - 01h42 - Por Demas Como não há conflito? O garoto sofre para caramba por causa das vozes que ouve, busca ajuda do padre amigo várias vezes, quer ser normal...
  • 02/05/2010 - 03h27 - Por Ana Paula A direção é boa, assim como a fotografia. Mas o roteiro é muito ruim. O filme conta que o espectador já conheça a fundo a história e o personagem, o que nem sempre é fato. Já li uma biografia do Chico Xavier e, ainda assim, muitas passagens ficaram mal compreendidas. Parece que fizeram um filme de 5 horas, mas precisaram retirar 3 delas para a duração ficar adequada ao circuito comercial. O ator que faz o Emmanuel é quase caricato. A cena em que se encontram pela primeira vez, em frente a uma cachoeira, é digna de produções (B) bíblicas feitas para TV nos anos 1970. Só faltou um grande feixe de luz sair por entre as nuvens. A grandiosidade do personagem é multíssimo mal explorada. Uma pena.
  • 15/05/2010 - 22h28 - Por Jean Claude Tá bom demais do jeito que ficou. Emocionei-me sim, sou parte integrante das "massas" e os conflitos na vida de Chico são evidentes, desde a incompreensão da família, que praticamente o obriga ao exílio em Uberaba, o "booling" dos coleguinhas de sala de aula até as investidas do padre... e isso foi sim enfrentado pelo protagonista de forma corajosa e intimorata.
  • 07/01/2011 - 22h20 - Por joel O filme técnicamente é fraco, deixa muito a desejar, mas é um marco revolucionário, na história do cinema nacional, ao colocar nas telas traços biográficos do nosso saudoso Chico Xavier
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