Harry Potter e a Pedra Filosofal (4)

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Crítica Cineweb

13/01/2003

Aqueles críticos que gostam de contar o fim do filme não serão, desta vez, torpedeados pelos espectadores que gostam de descobrir sozinhos o fim dos mistérios. Em Harry Potter e a Pedra Filosofal não interessa como o filme acaba, pois todos os fãs da série literária criada pela escritora J. K. Rowling sabem de cor cada detalhe da trama, do começo ao fim. Aqui, o que importa saber é se o filme foi ou não fiel à obra original, requisito extremamente valorizado quando se trata de adaptações de best-sellers.

Muitos criticam o diretor Chris Columbus por não ter ousado e ter se prendido demais ao livro. Dizem que Steven Spielberg, quando foi chamado para conversar sobre o projeto, teria manifestado a intenção de fazer um filme muito diferente do que acabou sendo realizado. Mas, a dificuldade era convencer a escritora a concordar com um sócio para sua obra.

Dentro das limitações a que estava sujeito - as pressões da escritora e da legião de fãs-mirins - Columbus conseguiu cumprir a missão com sucesso. Para ajudá-lo, a própria autora criou um personagem extremamente cinematográfico e a história, por si só, traz todas as qualidades exigidas de um bom filme: personagens bem caracterizados, equilíbrio nos embates das forças do bem e do mal, uma visão do mundo sem estereótipos, clima envolvente.

Naturalmente o filme foi feito para crianças - especialmente para as que leram o livro -, mas os adultos - os mesmos que se encantaram com a obra - também não deixarão de encontrar no trabalho as qualidades que tornaram a série recordista de vendas em todo o mundo. Os efeitos especiais são uma atração a parte, especialmente as cenas do jogo de quadribol, um esporte de bruxos que consiste numa competição parecida com o beisebol, só que a dezenas de metros acima do solo, com os jogadores montados em vassouras voadoras.

Seguindo fielmente o enredo do primeiro livro da série, Harry é um órfão que vive na casa dos tios, na companhia de um primo insuportável. Ele não sabe que seus pais eram bruxos e foram mortos por Lord Voldemort, um feiticeiro maligno. Só ele, ainda bebê, conseguiu escapar e foi levado para a casa dos tios, onde foi criado sem saber nada de seu passado.

Ao completar 11 anos, é convocado para freqüentar a escola Hogwarts de bruxaria. Só que ele é impedido pelo tio de abrir as cartas, trazidas por corujas. Só com a chegada do gigante Hagrid é que o mistério será solucionado e ele poderá se ver livre momentaneamente da família e ir para a escola, onde descobrirá um mundo maravilhoso que jamais sonhou existir.

Fotos: Warner/Divulgação

Luiz Vita


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