Como esquecer

Ficha técnica


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Sinopse

Julia (Ana Paula Arósio) é uma professora universitária que se separou de sua companheira. Deprimida, ela é convencida por um amigo a dividir a casa com ele e outra garota. Aos poucos, o humor dela vai mudando, e ela percebe que pode voltar a ser feliz.


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Crítica Cineweb

07/10/2010

A dor da perda da pessoa amada está ao centro de Como Esquecer, um drama de Malu de Martino (Mulheres do Brasil). Como protagonista, está a ex-modelo Ana Paula Arósio, interpretando a professora universitária Júlia, cuja separação da ex-companheira Antonia causa uma grande ruptura em sua vida.
 
Como Esquecer é um filme sobre deixar de lado velhas rotinas para abraçar o novo, seja ele um amor, uma casa ou um grupo de amigos. Sem saber lidar com a dor, Júlia se fecha em si mesma e passa evitar as pessoas, tem dificuldades para preparar suas aulas e não poupa ninguém de seu mau humor e ódio do mundo.
 
Seu melhor amigo, Hugo (Murilo Rosa, de Orquestra dos meninos), é quem insiste em tirá-la de casa, levar para passear, tentar fazê-la superar a separação. Ele diz que ela o ajudou quando perdeu seu companheiro, por isso sente-se na obrigação de retribuir. Mas Júlia parece confortável demais em sua depressão, em sua raiva. As mudanças apenas começam quando ele sugere que os dois passem a dividir uma casa com Lisa (Natália Lage, de O homem do ano), de quem a professora parece não gostar muito.
 
Na universidade, Júlia é assediada por Carmem Lygia (Bianca Comparato, de “Anjos do Sol”), aluna ambígua que, de tanto dar em cima da professora, torna-se inconveniente. A rotina da professora muda mais com a chegada de Helena (Arieta Correa), prima de Lisa. As duas batem de frente, pois cada uma encara a vida de uma forma. Se para uma viver é um fardo pesado, para outra, é pura diversão.
 
Se por um lado há uma boa dose de previsibilidade na trama de Como Esquecer, por outro, a sólida interpretação de Ana Paula traz um vigor muito benvindo ao filme. Júlia é uma personagem chata, beira o insuportável, mas a atriz é capaz de trazer à tona sua essência humana e fazer com que o público simpatize e torça por ela, ao menos, o mínimo necessário.
 
Em seu segundo trabalho na direção de longas, Malu de Martino mostra um amadurecimento, após a estreia no problemático Mulheres do “Brasil (2006). O roteiro de Como esquecer é baseado em livro de Myriam Campello e assinado por diversos colaboradores, entre eles, a atriz Silvia Lourenço. Muitos chefs trabalhando num prato tão trivial não é um bom sinal. E isso fica claro com uma narrativa irregular e diálogos e personagens desnecessários.
 
Discussões literárias – que vão de Virginia Woolf a Cassandra Rios – abordam uma suposta ‘literatura gay’, como se o mérito dessas escritoras se limitasse à criação de personagens homossexuais. É um pequeno problema em Como esquecer e um grande indício de que o filme parece não ter muita propriedade do quer falar, ou como falar, mantendo-se, assim, na superfície dos seus temas.
 
Talvez seja proposital que a diretora trabalhe os personagens em forma de clichês – a lésbica mal-humorada, o gay cheio de trejeitos – mas isso, no fundo, pesa contra o filme, por contentar-se em torná-los tão unidimensionais. Apenas Ana Paula parece capaz de superar essa limitação, fazendo uma Júlia que parece uma pessoa de verdade.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 01/08/2010 - 21h52 - Por Luciana ssisti em Florianopolis e achei fraquissimo. Tantos livros infantis bons, dignos de serem filmados... a escolheram uma historia muito, mas MUITO boba e clichê - pra dizer o mínimo, e sendo bem generosa até.
  • 20/10/2010 - 01h21 - Por men. não percam o seu tempo para ver esse filme...uma verdadeira apologia ao homossexualismo...vi e fiquei enojado,sem falar no roteiro fraquissimo !!!
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