Embarque Imediato

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País


Sinopse

Justina é supervisora do aeroporto Tom Jobim, no Rio. Um dia, flagra um dos garçons de uma lanchonete tentando embarcar clandestinamente para Nova York. Depois de uma bronca, ela acaba ficando amiga dele e treinando-o para ganhar um concurso musical, como cantor.


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Crítica Cineweb

12/12/2009

Cinco anos se passaram entre o início do projeto deste filme e sua real concretização, partindo de uma idéia de Marcelo Florião – que acabou sendo produtor e corroteirista desta versão final, escrita também por Laura Malin e Aloysio de Abreu, com direção de Allan Fiterman.

É o segundo filme de Fiterman, um brasileiro que morou 11 anos fora do Brasil, estudando, lecionando cinema e realizando curtas e um longa, Living the Dream, inédito no País. Neste primeiro filme, atuavam Sean Young (a androide irresistível de Blade Runner) e também Marília Pêra, estrela de Embarque Imediato.

É uma comédia visivelmente feita com a intenção de projetar Marília, dando-lhe a maior parte das deixas para fazer graça e oportunidades de cantar – o que ela fez muito bem antes, no teatro, em peças como Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005).

Justina Bustamante (Marília) é supervisora do aeroporto Tom Jobim, no Rio. É uma mulher madura, cheia de encantos e paixão – quase sempre com alvo bem errado, como aquele caso sem jeito que ela mantém com o chatérrimo Fulano (José Wilker, insuportável). Outro madurão, ele dirige uma improvável agência de modelos gordinhas. Não há uma situação que se passe ali que possa escapar da definição de mau gosto, por mais boa vontade que se tenha.

Desde o visual e as cores, o filme tem um ar retrô – o que não é problema em princípio. Poderia até ser uma homenagem deslocada às comédias da Atlântida – o que explicaria o apelo à cafajestagem em boa parte das piadas. Mas já se sabe que, sem Oscarito e Grande Otelo, aquele modelo não funciona mais, faz tempo....José Wilker, também há muito tempo, não consegue descolar do clichê e do piloto automático ao atuar. Não tem a menor graça.

Há momentos em que dá pena ver uma atriz da qualidade de Marília, inclusive com comprovada verve cômica, desperdiçar seu talento em situações tão chinfrins. Inclusive a boa sacada da história, em insinuar um romance entre ela e um jovem garçom do aeroporto, louco para morar em Nova York (Jonathan Haagensen), perde força, até por falta de coragem de ir mais longe.

Oscilando entre um subtom televisivo e uma notória falta de ritmo, o filme não decola – com o perdão do (mau) trocadilho.

Neusa Barbosa


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