Som & Fúria

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Sinopse

Versão compacta da série de televisão que mostra Dante, um diretor de teatro, às voltas com uma série de problemas ao fazer uma montagem de Hamlet, tendo como protagonista um ator de novelas de talento duvidoso.


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Crítica Cineweb

19/11/2009

Seguindo o mesmo caminho de produções como O Auto da Compadecida (2000) e Caramuru - A Invenção do Brasil (2001), a minissérie da Rede Globo Som & Fúria chega aos cinemas depois de exibida na televisão em agosto passado. A versão condensa quatro dos doze episódios do original. Aqui, estão apenas aqueles dirigidos por Fernando Meirelles e Toniko Melo, que também é responsável pela nova montagem, junto com Livia Serpa e Daniel Grinspum.

Som & Fúria é baseado na série canadense Slings and Arrows e, basicamente, mostra um grupo de teatro às voltas com uma montagem de Hamlet, de William Shakespeare. No filme, Oliveira (Pedro Paulo Rangel) é um diretor mergulhado em problemas que encerra uma apresentação de Sonho de uma noite de verão e acaba atropelado por um caminhão, num momento de crise de criatividade.

Para salvar o destino da companhia, que precisa urgentemente montar o clássico, a solução é chamar Dante Viana (Felipe Camargo) para assumir o posto de diretor artístico. Ele vai montar a peça, mas existe um problema do passado, uma questão mal resolvida: no auge de sua carreira como ator interpretou o príncipe atormentado da Dinamarca, mas abandonou a peça depois de poucas apresentações e entrou em decadência. Na época, ele era dirigido por Oliveira e atuava com sua namorada, Elen (Andrea Beltrão), que até hoje é a diva da companhia.

Em meio a esses fantasmas do passado, Dante precisa montar um Hamlet de sucesso, lidar com a inveja do diretor financeiro da companhia (Dan Stulbach), fazer um ator de televisão (Daniel de Oliveira) interpretar o protagonista da peça de forma convincente e aturar o fantasma de Oliveira, que o atormenta, mas também o ajuda várias vezes.

Som & Fúria tem uma história simples de bastidores de teatro. Ao tentar levar Shakespeare para a televisão, mantendo o que mais importa – seus conflitos, tramas e personagens –, Meirelles (que idealizou a versão brasileira da série) conseguiu o feito de dessacralizar o Bardo sem reduzi-lo ao vazio das telenovelas, por exemplo. No entanto, a versão para o cinema parece não dar o tempo necessário para que tramas e personagens se desenvolvam.

Muitas pontas acabam soltas e, quando retomadas, parece haver uma cratera no meio. Exemplo: Oliveira gostaria, que quando morresse, seu crânio fosse doado para a companhia e servisse como objeto de cena em Hamlet. Ao saber da morte do amigo, Dante fica preocupado, pois deverá cumprir a promessa. Poucas cenas depois, ele está com uma caixa térmica que supostamente contém a cabeça. O assunto morre aí. E só no final do filme o crânio é novamente lembrado. São detalhes como esse que definem que o filme é o que exatamente é: condensação de uma obra maior.

Alysson Oliveira


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