Código de Conduta

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Sinopse

Depois de ver os assassinos de sua família liberados pela justiça, um sujeito decide vingar-se deles com as próprias mãos. Ele acaba preso mas, de sua cela, comanda uma série de atentados que provam a fragilidade do sistema judiciário.


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Crítica Cineweb

05/11/2009

Conhecido por dirigir filmes de ação, como O Negociador e Uma Saída de Mestre, F. Gary Gray é um dos diretores afro-americanos mais bem-sucedidos dos últimos tempos. Mas nem mesmo os melhores cineastas conseguem salvar suas produções quando o roteiro está aquém de suas habilidades.

Escrito por Kurt Wimmer, responsável pelos fracos Reis da Rua e Equilibrium (este, de tão confuso, foi direto para DVD), ele nos conta a história de Clyde Shelton (Gerard Butler, de 300), cuja esposa e a filha são assassinadas durante um assalto. Clyde estava presente e reconhece os criminosos, mas um detalhe jurídico contribui para que um deles, Darby, saia da prisão.

Quando vai pedir ajuda ao promotor público Nick Rice (Jamie Foxx, de Ray), alegando que o assaltante estuprou sua esposa, o viúvo percebe que houve um acordo, baseado em delação premiada. Assim sendo, não há nada mais a ser feito. Clyde parte, assim, para planejar sua própria vingança.

Dez anos se passam até ele começar o acerto de contas. O plano é fazer com que o sistema jurídico funcione a seu favor. Sistematicamente, Clyde passa a eliminar todas as pessoas responsáveis pelo inquérito que livrou Darby das acusações. Mas, por falta de provas conclusivas, ele não pode ser preso.

Assim, cabe ao promotor Nick Rice impedir as ações do homem, indo muito além de seu trabalho jurídico (já que promotores não fazem investigação em cenas de crimes). Mesmo contra a vontade, ele acaba entrando no jogo de Clyde, que se satisfaz em humilhá-lo publicamente.

O que mais incomoda nesta história não é a vingança em si, mas a inversão de papeis criada por Kurt Wimmer. Em uma história em que não existe “mocinho”, ele glorifica os desajustados e defende o linchamento, na medida certa para enganar os incautos. Uma lógica perversa presente, aliás, em seus filmes anteriores.

Some-se a essa discussão o trabalho de Gray, que não consegue camuflar as falhas estruturais da produção. Mesmo as cenas de ação não têm clímax, extraindo o pouco que Código de Conduta (um título genérico sem correspondência com a trama) poderia oferecer. Mesmo com a dupla Butler e Foxx, esta produção passa muito longe de corresponder a qualquer uma das expectativas que levantou.

Rodrigo Zavala


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